Tag: Morte
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Miguel Arteche – Eu sei que nesta lâmpada apareces

“Eu sei que nesta lâmpada apareces”, um poema de Miguel Arteche que evoca a persistência do ausente nas frestas da matéria — um murmúrio entre a cinza e a tinta, onde o tempo se curva e o morto continua a escrever-se na solidão das coisas.
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Franz Wright – Sobre a morte de um gato

“Sobre a morte de um gato”, um poema de Franz Wright que escuta o silêncio onde antes havia um corpo, e descobre a forma mais serena da eternidade.”
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Philip Larkin – Aubade

De dia, trabalho; à noite, eu meio que encho a cara.Olho o negror sem som, me levantando às quatro.Em tempo, a borda da cortina vai estar clara.Até lá, vejo aquilo que está ali, de fato:A morte infatigável, um dia mais perto,Tornando inviável todo pensamento, excetoO de onde, como e quando a minha vai chegar.Uma pergunta…
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Manuel Bandeira – A morte absoluta

“A Morte Absoluta”, um poema de Manuel Bandeira em que o eu lírico aspira à dissolução sem vestígios, à erradicação total do ser — não como fuga, mas como êxtase do esquecimento, apagamento do eco e transcendência do próprio nome.
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Anna Kamieńska – Avós

“Avós”, um poema de Anna Kamieńska que, sob a superfície tranquila de uma imagem familiar, evoca os ecos intangíveis do tempo, onde vida e ausência se entrelaçam em silêncio.
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Anna Kamieńska – Engraçado

“Engraçado”, um poema de Anna Kamieńska que sussurra o paradoxo de existir — onde o finito sonha com o eterno, e a alma, acesa em cinzas, aprende a voar mesmo sem asas.
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Anna Kamieńska – Em um hospital

“Em um Hospital”, um poema de Anna Kamieńska que sussurra o silêncio das mortes invisíveis, onde o tempo escorre pelos dedos e a alma, sem testemunhas, se despede como quem cede o assento ao mistério.
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Anna Kamieńska – Uma prece que será atendida

“Uma Prece que Será Atendida”, um poema de Anna Kamieńska sobre a aceitação do efêmero como condição da eternidade — um último desejo de desaparecer com humildade, deixando o mundo intacto, a beleza intacta, e a dor, por um instante, esquecida.
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Ana Martins Marques – Há estes dias em que pressentimos na casa…

Há estes dias em que pressentimos na casaa ruína da casae no corpoa morte do corpoe no amoro fim do amorestes diasem que tomar o ônibus é no entanto perdê-loe chegar a tempo é já chegar demasiado tardenão são coisas que se expliquemapenas são dias em que de repente sabemoso que sempre soubemos e todos…
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Anthony Abbott – Luz do entardecer

“Luz do Entardecer”, um poema de Anthony Abbott em que a beleza fugidia do mundo visível se entrelaça, de súbito, com a dor irremediável da perda — como se cada cena guardasse um presságio não dito.