Tag: Morte
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Arthur Schopenhauer – Bolhas de Sabão (excerto)

O homem só vive no presente, que se converte no passado, e afunda-se na morte. Exceto as consequências que podem influir no presente, e que são filhas de sua vontade, ou de seus atos, a sua vida passada já não existe. Devia portanto ser-lhe indiferente que esse passado fosse de prazeres ou tristezas. O presente…
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Mary Ruefle – Meu amigo moribundo

“Meu Amigo Moribundo”, um poema de Mary Ruefle sobre a delicada fronteira entre início e fim, identidade e anonimato, revelando uma perspectiva melancólica e inesperada sobre o ciclo da vida.
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Cassiano Ricardo – 2ª Aula na Jaula

1 Ícaro morreu,não por voar junto ao Sol mas de obsoleto pelos robôs levadoem seu caixão preto os mitos de hojeconversam comigo na rua.Convidam-me a assis- tir a Antonioni no cinemaem plena iconosfera. Tudo o que foi ontem é outra era. 2No Jardim Zoológicouma Lua presa numa enorme jaula de vidro. Com todas as crateras…
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Carlos Drummond de Andrade – Morte das Casas de Ouro Preto

Sobre o tempo, sobre a taipa,a chuva escorre. As paredesque viram morrer os homens,que viram fugir o ouro,que viram finar-se o reino,que viram, reviram, viram,já não vêem. Também morrem. Assim plantadas no outeiro,menos rudes que orgulhosasna sua pobreza branca,azul e rosa e zarcão,ai, pareciam eternas!Não eram. E cai a chuvasobre rótula e portão. Vai-se a…
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Sean Thomas Dougherty – O Segundo O do Sofrimento

“O Segundo O do Sofrimento”, um poema de Sean Thomas Dougherty sobre memória, perda e a persistência de seguir em frente, enquanto ecos do passado ressoam na paisagem e na alma.
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Janus Vitalis – Sobre Roma

Recém-chegado que, buscando Roma em Roma,não encontras, em Roma, Roma alguma,olha ao redor, muro e mais muro, pedras rotas,ruínas, que assustam, de um teatro imenso:é Roma isto que vês – cidade tão soberba,que ainda exala ameaças seu cadáver.Vencido o mundo, quis vencer-se e, se vencendo,para que nada mais seguisse invicto,jaz, na vencida Roma, Roma, a…
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Jack Gilbert – De pouco em pouco: da meia-noite às quatro da manhã

Durante as horas entre a meia-noite e a madrugada, a consciência acompanha pequenas mudanças que aproximam vida, tempo e morte. O poema transforma a vigília num movimento gradual, atento ao desaparecimento e à continuidade.
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Tadeusz Różewicz – Epístola Apócrifa

“Epístola Apócrifa”, um poema de Tadeusz Różewicz em que Jesus confessa à sua mãe as frustrações de sua missão divina entre os homens.
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Seamus Heaney – Uma ligação

“Uma Ligação”, um poema de Seamus Heaney sobre os pequenos gestos cotidianos que, inesperadamente, revelam a profundidade das conexões humanas e a inevitabilidade do tempo.
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Thiago de Mello – O Morto

Qual a verdade que o mortoconheceu, além dos muros,e lhe fez cerrar os lábiosestrangulando a palavraporventura essencial?Enfim livre da cegueira,que paisagem contemploupara que o rosto lhe turvetão rude ruga de mágoa?Soube talvez que melhorfora mostrar-se de todo:desvelar inteira a face,seus amores e seus ódios,e não (de medo) exilar-seno recôncavo do sonho,onde fundava universosem que só…