Tag: Morte
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Josep M. Rodríguez – Equação

De pé neste penhasco, aceito a mentira da paisagem. Tudo é inacessível: o orvalho – que é suor vegetal – e o comboio que passa. Uma cegonha voa a preto e branco. Tem o seu ninho no cimo da igreja que fica junto ao cemitério. Estranho paradoxo, a pedra testemunha a fugacidade, a carne é…
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Emily Dickinson – “Senti um Féretro em meu Cérebro…”

Senti um Féretro em meu Cérebro,E Carpideiras indo e vindoA pisar — a pisar — até eu sonharMeus sentidos fugindo — E quando tudo se sentou,O Tambor de um Ofício —Bateu — bateu — até eu sentirInerte o meu Juízo E eu os ouvi — erguida a Tampa —Rangerem por minha Alma comTodo o Chumbo…
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Alejandra Pizarnik – Capítulos Principais

Chega a morte com sua manada de ossos sorrio submissa a uma menina idiota que implora em meu nome juntas (a morte, a menina e eu) não encontramos outro ofício para execrar. No final todos se casam: o mar e as ondas, a noite e a escuridão, a taça e o vinho, o anel e…
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Tishani Doshi – Poema de Amor

No fim, perderemos um ao outro para alguma coisa. Espero que para algo grandioso – morte ou desastre. Mas pode não ser dessa maneira. Pode ser que você saia para comprar cigarros uma manhã depois de termos feito amor e nunca mais retorne, ou eu me apaixone por outro homem. Pode ser uma lenta caminhada…
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Emily Dickinson – “Morrer por ti era pouco…”

Morrer por ti era pouco.Qualquer grego o fizera.Viver é mais difícil —É esta a minha oferta — Morrer é nada, nemMais. Porém viver importaMorte múltipla — semO Alívio de estar morta. Trad.: Augusto de Campos Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e contribua para manter a poesia viva em nosso blog Too…
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Alfredo Buxán – Lápide

Uma lágrima cai sobre a cal do solo, arde sob meus pés, consome na solidão minha solidão. Trad.: Nelson Santander Alfredo Buxán – Lápida Una lágrima cae sobre la cal del suelo, arde bajo mis pies, abrasa en soledad mi soledad.
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Alfredo Buxán – A eternidade das Cinzas

Leia “A eternidade das cinzas”, de Alfredo Buxán, um poema contemplativo sobre mortalidade, silêncio e a fragilidade da existência humana.
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Jorge Luis Borges – Labirinto

Não haverá nunca uma porta. Já estás dentro. E o alcácer abarca o universo E não tem anverso nem reverso Não tem extremo muro nem secreto centro. Não esperes que o rigor do teu caminho Que fatalmente se bifurca em outro, Que fatalmente se bifurca em outro, Terá fim. É de ferro teu destino Como…

