Tag: Infância
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José Paulo Paes – De malas prontas

“De malas prontas”, um poema de José Paulo Paes: uma reflexão íntima sobre o envelhecimento, onde o passado e o presente se entrelaçam, criando um sentimento intrigante e sereno sobre o porvir.
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Ruy Belo – Missa de aniversário

“Missa de Aniversário”, de Ruy Belo, um poema que explora a persistência da ausência e a interação entre memória, natureza e transformação.
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Anastasia Taylor-Lind – “Alcoólatras não sonham” não é uma metáfora

i. Alcoólatras não sonham não é uma metáfora Convido papai para o jantarjá que ele está morto pode aparecer a qualquer momento ele chega aos 36 quando se tornou meu paie com a idade que eu tinha quando ele morreu coloco pra tocar a mixtape da morte de papai que meu irmão fezpara a nossa…
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Marie Howe – A menina

Tão perto do fim da minha vida fértil esem filhos — se eu pudesse me lembrar de um dia em que fui inteiramente meninae ainda não mulher — mas não acho que tenha havido um dia assim para mim. Quando olho para a menina que fui, escorrendo em seu maiô,ou andando de bicicleta, pedalando com…
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Daniel Faria – Infância

e jogava o pião com Deusenquanto minha mãe estendia roupae o meu pai mendigava o pão e minha alegria nesse tempoera muito próxima da dos meninose de Deus que ganhava sempre e não sei quem perdi primeiro: o pião ou Deusapenas sei que Deus continuaa jogar com outros meninos e que no Outono quando saio à…
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Sharon Olds – Poema tardio para meu pai

De repente, você me veio à mentecomo uma criança naquela casa, os cômodos escurose a lareira acesa com o homem diante dela,silente. Você se movia pelo ar pesadoem sua beleza física, um menino de sete anos,indefeso, esperto, havia coisas que o homemfazia perto de você, e ele era seu pai,o molde que o formou. Lá…
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Dorianne Laux – Da gentileza de estranhos

Não importa a dor, seu peso,somos obrigados a carregá-la.Erguemo-nos e ganhamos impulso, a força monótonaque nos empurra através da multidão.Mas então um garoto me dá instruçõescom tanto entusiasmo. Uma mulher segura a porta de vidro aberta,pacientemente esperando meu corpo vazio passar por ela.Ao longo do dia, isso continua, cada ato de bondadese estendendo em direção…
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Sharon Olds — Cemitério de Leningrado, Inverno de 1941

Naquele inverno, os mortos não puderam ser enterrados.O solo estava congelado, os coveiros fracos de fome, a madeira dos caixões era usada como combustível. Por isso, eles foram cobertos com algoe levados em um trenó de criança para o cemitério,no ar abaixo de zero. Eles jaziam no solo,alguns envoltos em um pano escuroamarrado com corda…
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Manuel António Pina – As vozes

A infância vempé ante pésobe as escadase bate à porta – Quem é?– É a mãe morta– São coisas passadas– Não é ninguém Tantas vozes fora de nós!E se somos nós quem está lá forae bate à porta? E se nos fomos embora?E se ficamos sós? REPUBLICAÇÃO: poema publicado na página originalmente em 12/02/2019 Mais…
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Robinson Jeffers – Oh, adorável rocha

Passamos a noite no inexplorado desfiladeiro do Ventana Creek, no braço leste.Os paredões rochosos e os cumes das montanhas se estendiam em camadas de florestas acima de nós, bordo e sequoia,Loureiro, carvalho, madrona, até os altos e esbeltos abetos de Santa Lucian que contemplam as cataratasDe rochas escorregadias até os precipícios da cor das estrelas.…