Tag: Amor
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Amalia Bautista – Ver o Sol

Leia “Ver o Sol”, de Amalia Bautista, um poema breve e intenso sobre desilusão amorosa, percepção e as difíceis verdades da experiência humana.
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Joan Margarit – Era Rubra

A Àlex Susanna Tanto tempo demoraste a aprender que estás atrasado para o grande amor: que nunca viveste uma era de ouro. As rosas de Ronsard jamais serão perfume em teu olhar, nenhum outono haverá de desfolhar morosas pétalas nos braços de ninguém. Com negligência tapas os espelhos como era costume em casas onde havia…
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Maria do Rosário Pedreira – O Último Abraço

Este foi o nosso último abraço. E quando, daqui a nada, deixares o chão desta casa encostarei amorosamente os lábios ao teu copo para sentir o sabor desse beijo que hoje não daremos. E então, sim, poderei também eu partir, sabendo que, afinal, o que tive da vida foi mais, muito mais, do que mereci.
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Antonia Pozzi – Canto da Minha Nudez

Olha para mim: estou nua. Da inquieta languidez da minha cabeleira até à tensão fina do meu pé, sou toda de uma magreza amarga envolta numa cor de marfim. Olha: como é pálida a minha carne. Dir-se-ia que o sangue não a percorre. O vermelho não transparece. Apenas uma lânguida pulsação azul se esbate no…
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Amalia Bautista – Contra ‘Remedia Amoris’

Não sou desse género de mulheresincapazes de amor e de ternura.Odeio o sacrifício e repugna-mea vaidade que nasce da violência,mas sei o que é valor e o que é sangue.Quero ser a mulher de um mercenário,de um poeta ou mártir, vai dar ao mesmo.Porque sei olhar nos olhos dos homens.Conheço quem merece a minha ternura.…
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João Cabral de Melo Neto – de “Os Três Mal Amados”

Trecho de “Os Três Mal Amados”, de João Cabral de Melo Neto, em que o amor surge como força devoradora que corrói identidade, memória e futuro, deixando o sujeito reduzido à própria perda.
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Ruy Belo – Através da chuva e da névoa

Chovia e vi-te entrar no mar longe de aqui há muito tempo já ó meu amor o teu olhar o meu olhar o teu amor Mais tarde olhei-te e nem te conhecia Agora aqui relembro e pergunto: Qual é a realidade de tudo isto? Afinal onde é que as coisas continuam e como continuam se…
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Rainer Maria Rilke – O Poeta

Já te despedes de mim, Hora. Teu golpe de asa é o meu açoite. Só: da boca o que faço agora? Que faço do dia, da noite? Sem paz, sem amor, sem teto, caminho pela vida afora. Tudo aquilo em que ponho afeto fica mais rico e me devora. Trad.: Augusto de Campos Der Dichter…

