Tag: Amor
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Adelaide Ivánova – pro meu amante, quando atinge a maioridade

“Pro meu amante, quando atinge a maioridade”, um poema de Adelaide Ivanova que entrelaça amor, memória e consciência do tempo em uma celebração agridoce do amadurecimento.
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José Miguel Silva – Desculpas não faltam

Uma casa junto ao Vouga, rio de água suficiente, onde apenas se mergulha até à cintura, a pequena horta de Virgílio, o amor robustecido por nenhuma esperança e tantos livros para ler — que desculpa vou agora dar para não ser feliz?
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Mário Cesariny – Em todas as ruas te encontro

Em todas as ruas te encontro em todas as ruas te perco conheço tão bem o teu corpo sonhei tanto a tua figura que é de olhos fechados que eu ando a limitar a tua altura e bebo a água e sorvo o ar que te atravessou a cintura tanto tão perto tão real que…
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Joan Margarit – Ela

É tempo de não esperar por ninguém. Passa o amor, fugaz e silencioso, como, na distância, um trem noturno. Não resta ninguém. É hora de voltar ao desolado reino do absurdo, ao sentimento de culpa, ao medo vulgar de perder o que estava, já, perdido. Ao inútil e sórdido tempo moral. É hora já de…
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Fernando Assis Pacheco – R., 1992

Quando os anos passarem sobre esse teu desgosto vais ver que te curaste não de vez mas um pouco pois o que a gente busca nas dobras do amor é a cura para a morte que não tem consolo e por falar em f’ridas até as que mais doem acabam por fechar só ela vence…
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Manuel Halpern – Domingo de manhã

Quantos homens se apaixonam por ti ao sábado à tarde enquanto passeiam os filhos no parque e se distraem do balanço do baloiço na adivinhação das partes do corpo que trazes tapadas Mal sabem que a tua solidão não se preenche com a desventura erótica de um corpo que te cubra sem consolo Não há…
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Nuno Júdice – É isto o amor

Em quem pensar, agora, senão em ti? Tu, que me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a manhã da minha noite. É verdade que te podia dizer: “Como é mais fácil deixar que as coisas não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos apenas dentro de nós próprios?” Mas ensinaste-me a sermos dois; e a…
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Luís García Montero – Resumo dos fatos

Falei com a morte por telefonee recebi e-mails de amor que foram apagadossem deixar uma única lágrima em papel amarelo.Ninguém esqueça os tempos, mas ninguém se engane:no final, apenas o amor e a morte importam. Trad.: Nelson Santander Resumen de los hechos He hablado con la muerte por teléfonoy he recibido e-mails de amor que…
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Carlos Poças Falcão – A luz coada num pano negro

Lamenta-te, pois já não é alegre o vento sobre os campos. Não há descoberta nem transfiguração quando o calendário vem com as primícias. Lamenta-te, lamenta-te. Já não tens a nudez certa nem a fragrância antiga.
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Francisco Brines – Última declaração de amor

Oh Vida, que tudo me deste. Agora já sei que, sendo isto verdade, nada me deste. Mas deixa-me olhar-te ainda com amor, mesmo que eu já não mais deseje abraçar-te. E embora saibas que eu não te abandono podes tu abandonar-me. Trad.: Nelson Santander Última declaración de amor Oh Vida, que todo me lo has…