Tag: Amor
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Inês Lourenço – Balada dos Amores Difíceis

“Balada dos Amores Difíceis”, um poema de Inês Lourenço que celebra os amores anônimos e persistentes, aqueles que sustentam o mundo sem jamais se tornarem lenda ou verso célebre.
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Inês Lourenço – As Coisa que Cessam

Tanto desprezopelo que é transitório e finito. Não servireisenhor que possa morrer. Mas passamosa vida a amar todas as fragilidadesdas coisas que cessam. Hácoisa mais breve do que um sorriso?Coisa mais curta que a alegriade um reencontro? Tudo o que amamosé passageiro e frágil ouas duas coisas. Mas persegue-nosa nostalgia do infindávelcomo uma tara hereditária.…
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Dylan Thomas – E a Morte não terá nenhum Domínio

E a morte não terá nenhum domínio. Nus, os mortos irão se confundir Com o homem no vento e a lua no poente; Quando seus alvos ossos descarnados se tornarem pó, Haverão de brilhar as estrelas em seus pés e cotovelos; Ainda que enlouqueçam, permanecerão lúcidos, Ainda que submersos pelo mar, haverão de ressurgir; Ainda…
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Judith Hemschemeyer — Naquele verão

Naquele verãodepois que você se enforcousem perguntar a ninguém que o amavase eles podiam suportar dei por mim arrastando mangueirasregando cada centímetro desse imenso gramadodia após diaperfeito obcecadaincapaz de deixar mais alguma coisauma única folha de gramamorrer. Trad.: Nelson Santander That Summer That summer after you hanged yourself without asking anyone who loved you if…
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Don Peterson – Compaixão

“Compaixão”, um poema de Don Peterson que transforma o adeus a um animal amado em gesto extremo de ternura, onde a morte se confunde com cuidado e fidelidade.
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Petrarca – Soneto CXXXIII (“O Amor me Assinalou com sua Seta”)

“Soneto CXXXIII (“O Amor me Assinalou com sua Seta”)”, um poema de Francesco Petrarca que retrata o amor como força avassaladora e paradoxal, comparando seus efeitos ao fogo, ao sol e ao vento, e explorando a tensão entre êxtase, dor e aniquilação amorosa.
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Charles Baudelaire – A Giganta

Pois quando a Natureza, em seu capricho exato,Gerava estranhos seres raros, dia a dia,Uma giganta moça – eis do eu gostaria,Para viver-lhe aos pés com a volúpia de um gato. Ver seu corpo florir com a flor de sua almaE crescer livremente em seus terríveis jogos;Ver se não teria no peito alguma oculta chama,Com as…
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Kenneth Rexroth – Música de Alaúde

A Terra vai durar por muito tempoAntes de finalmente congelar;Os homens nela estarão; terão nomes,Justificarão seus atos.Já nós estaremos aqui somenteComo componentes químicos —Uma pequena concessão, de fato.Agora ainda temos vidas,Corpúsculos, ambições, carícias,Como todos já tiveram um dia —Toda a luminosa gente das neige d’antan1,“A alegre Helena, a branca lope e as demais,”2Todos os inquietos…
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Ana Martins Marques – Batata Quente

Leia “Batata Quente”, de Ana Martins Marques, um poema breve e engenhoso sobre amor, vulnerabilidade e o risco de confiar o coração a outra pessoa.
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Pedro Salinas – de “Presságios”

41 Estas frases de amor que se repetem tantonão são nunca as mesmas.Todas tem idêntico som,mas uma vida anima cada uma,virgem e só, se é que a percebes.E não te canses nuncade repetir as palavras iguais:sentirás a emoção que sente a almaao ver nascer a estrela primeirae ao ver que ela se multiplica, conforme a…