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Caetano Veloso – Como Dois e Dois

Quando você me ouvir cantarVenha, não creia, eu não corro perigoDigo, não digo, não ligo, deixo no arEu sigo apenas porque eu gosto de cantar… Tudo vai mal, tudoTudo é igual quando eu canto e sou mudoMas eu não minto, não minto, estou longe e pertoSinto alegrias, tristezas e brinco Meu amor, tudo em volta…
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Eavan Boland – Âmbar

“Âmbar”, um poema de Eavan Boland em que a memória e a ausência se entrelaçam, revelando como algo tão frágil quanto a resina pode capturar vestígios do passado e desafiá-lo a permanecer.
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Caetano Veloso – O Homem Velho

O homem velho deixa a vida e morte para trásCabeça a prumo, segue rumo e nunca, nunca maisO grande espelho que é o mundo ousaria refletir os seus sinaisO homem velho é o rei dos animais A solidão agora é sólida, uma pedra ao solAs linhas do destino nas mãos a mão apagouEle já tem…
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Eavan Boland – Brasas

“Brasas”, um poema de Eavan Boland em que o entrelaçamento entre mito e intimidade revela segredos do tempo, do desejo e da memória, ardendo entre o que é dito e o que deve permanecer em silêncio.
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Adriana Calcanhotto e Antonio Cicero – Inverno

No dia em que fui mais felizEu vi um aviãoSe espelhar no seu olhar até sumirDe lá pra cá não seiCaminho ao longo do canalFaço longas cartas pra ninguémE o inverno no Leblon é quase glacialHá algo que jamais se esclareceu:Onde foi exatamente que largueiNaquele dia mesmoO leão que sempre cavalguei?Lá mesmo esqueciQue o destinoSempre…
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Lee Stockdale – O armazém geral do meu falecido pai no meio do deserto

“O armazém geral do meu falecido pai no meio do deserto”, um poema de Lee Stockdale que evoca um espaço entre mundos, onde memórias, alucinação e realidade se misturam em meio ao calor poeirento do deserto, enquanto um filho tenta compreender a presença e o silêncio de um pai que já partiu.
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Carlos Drummond de Andrade – Versos à Boca da Noite

Sinto que o tempo sobre mim abatesua mão pesada. Rugas, dentes, calva.Uma aceitação maior de tudo,e o medo de novas descobertas. Escreverei sonetos de madureza?Darei aos outros a ilusão de calma?Serei sempre louco? Sempre mentiroso?Acreditarei em mitos? Zombarei do mundo? Há muito suspeitei o velho em mim.Ainda criança, já me atormentava.Hoje estou só. Nenhum menino…
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Charles Simic — Shelley

“Shelley”, um poema de Charles Simic em que a descoberta da poesia se entrelaça a uma noite chuvosa em Nova York, criando um cenário de estranheza e epifania, onde a voz do poeta romântico ecoa entre ruas desertas, figuras enigmáticas e vislumbres de um mundo à beira do delírio.
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Giacomo Leopardi – O Infinito

Sempre me foi cara esta colina ermaE esta sebe, que de muitos ladosExclui a visão do último horizonte.Mas sentado, contemplando, infindáveisEspaços além dela, e sobre-humanosSilêncios, e a mais profunda calmaEu no pensar imagino; e por poucoNão se amedronta o coração. E o VentoOuvindo sussurrar entre essas plantas,Aquele infinito silêncio a esta vozVou comparando: e lembra-me…
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Ben Rhys Palmer – Eden, o robô jardineiro

“Eden, o robô jardineiro”, um poema de Ben Rhys Palmer que explora a delicada fronteira entre programação e autonomia, revelando, através do olhar mecânico de um robô, a beleza inesperada da transformação e a melancolia da imperfeição na natureza.