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Manuel Bandeira – O Rio

Ser como o rio que defluiSilencioso dentro da noite.Não temer as trevas da noite.Se há estrelas nos céus, refleti-las.E se os céus se pejam de nuvens,Como o rio as nuvens são água,Refleti-las também sem mágoaNas profundidades tranquilas. REPUBLICAÇÃO: poema originalmente publicado na página em 01/03/2016
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Andrew Marvell – To His Coy Mistress, em 5 traduções

PARA SUA DAMA RECATADAtrad. Matheus “Mavericco” Houvesse tempo e espaço e então de fatoNão seria um delito este recato.Sentados, nós iríamos pensarEm só pensar no outro, e assim passar.Você, do lado indígena do Ganges,Achando rubis, e eu, pois me confrangeA dor, junto ao Humber. Décadas antesDo Dilúvio eu te juro amor, e, instantesDepois, se quiser,…
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Arthur Schopenhauer – Bolhas de Sabão (excerto)

O homem só vive no presente, que se converte no passado, e afunda-se na morte. Exceto as consequências que podem influir no presente, e que são filhas de sua vontade, ou de seus atos, a sua vida passada já não existe. Devia portanto ser-lhe indiferente que esse passado fosse de prazeres ou tristezas. O presente…
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Tony Connor – Na Alameda dos Carvalhos

“Na Alameda dos Carvalhos”, um poema de Tony Connor sobre a solidão implacável da velhice, onde o passado e o presente se entrelaçam em noites silenciosas, permeadas por lembranças de dor, perda e um mundo que segue indiferente.
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Jules Laforgue – Mediocridade

No infinito coberto de eternas belezas,Como átomo perdido, incerto, solitário,Um planeta chamado Terra, dias contados,Voa com os seus vermes sobre as profundezas. Filhos sem cor, febris, ao jugo do trabalho,Marchando, indiferentes ao grande mistério,E quando um dos seus é enterrado, já sérios,Saúdam-no. Do torpor não são arrancados. Viver, morrer, sem desconfiar da históriaDo globo, sua…
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Mary Ruefle – Meu amigo moribundo

“Meu Amigo Moribundo”, um poema de Mary Ruefle sobre a delicada fronteira entre início e fim, identidade e anonimato, revelando uma perspectiva melancólica e inesperada sobre o ciclo da vida.
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Richard Dawkins – Todos Vamos Morrer

Arte: Gavin Aung – 2012 REPUBLICAÇÃO: Arte originalmente publicada na página em 27/02/2016
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Francis Ledwidge – A um pardal

“A um pardal”, um poema de Francis Ledwidge em que o autor encontra beleza e dignidade na simplicidade despretensiosa de uma das aves mais comuns de nossas cidades.
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William Shakespeare – do Macbeth (excerto)

Amanhãamanhã amanhã amanhãRasteja em passo parco dia a diaAté a última sílaba do Tempo.E os ontens, todos, só nos alumiamO fim no pó. Apaga, apaga, velaBreve!A vida é só uma sombra movel. Pobre atorQue freme e treme o seu papel no palcoE logo sai de cena. Um conto tontoDito por um idiota – som e fúria,…
