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Edward Thomas – Foi-se embora, uma vez mais

“Foi-se embora, uma vez mais”, um poema de Edward Thomas que reflete sobre a inexorável passagem do tempo e memórias de juventude, tendo como pano de fundo uma antiga casa abandonada que, como o próprio narrador, carrega as marcas silenciosas de dias que não voltam mais.
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Ana Martins Marques – Finados

Leia “Finados”, de Ana Martins Marques, um poema comovente sobre luto, memória, infância e as formas pelas quais os mortos permanecem entre nós.
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Grey Gowrie – Terceiro Dia

“Terceiro Dia”, um poema de Grey Gowrie em que a identidade se dissolve entre tubos e pranchetas, enquanto o tempo suspenso aguarda — não a morte, mas um limiar entre existência e renascimento, onde até o ar é uma promessa roubada.
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Caetano Veloso – O Ciúme
Dorme o sol à flor do Chico, meio-diaTudo esbarra embriagado de seu lumeDorme ponte, Pernambuco, Rio, BahiaSó vigia um ponto negro: o meu ciúme O ciúme lançou sua flecha pretaE se viu ferido justo na gargantaQuem nem alegre, nem triste, nem poetaEntre Petrolina e Juazeiro canta Velho Chico vens de MinasDe onde o oculto do…
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Gwendolyn MacEwen – A Descoberta

“A Descoberta”, um poema de Gwendolyn MacEwen que desafia a ilusão do conhecimento total, sugerindo que, mesmo diante do que parece revelado, há sempre camadas ocultas à espera de um novo olhar.
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Eduardo Alves da Costa – No Caminho, com Maiakóvski

Assim como a criançahumildemente afagaa imagem do herói,assim me aproximo de ti, Maiakósvki.Não importa o que me possa acontecerpor andar ombro a ombrocom um poeta soviético.Lendo teus versos, aprendi a ter coragem. Tu sabes,conheces melhor do que eua velha história.Na primeira noite eles se aproximame roubam uma flordo nosso jardim.E não dizemos nada.Na segunda noite,…
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Joyce Sutphen – Meu pai, morrendo

“Meu pai, morrendo”, um poema de Joyce Sutphen que transforma o fim da vida em uma paisagem distante, onde o familiar se torna inalcançável e o tempo se alonga em silêncio.
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Carlos Drummond de Andrade – Tu? Eu?
Não morres satisfeito.A vida te viveusem que vivesses nela.E não te convenceunem deu motivopara haver o ser vivo. A vida te venceuem luta desigual.Era todo o passadopresente presidentena polpa do futuroacuando-te no beco.Se morres derrotado,não morres conformado. Nem morres informadodos termos da sentençade tua morte, lidaantes de redigida.Deram-te um defensorcego surdo estrangeiroque ora metia medoora…
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Eavan Boland – Anna Liffey

“Anna Liffey”, um poema de Eavan Boland sobre memória, identidade e pertencimento, que entrelaça a fluidez do rio com as transformações do corpo e da linguagem, revelando a busca por um lar em meio à impermanência.
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Jorge Luis Borges – O Suicida

Não ficará na noite uma estrela.Não ficará a noite.Morrerei e comigo a sumaDo intolerável universo.Apagarei as pirâmides, as medalhas,Os continentes e as caras.Apagarei a acumulação do passado. Farei pó a história, pó o pó.Estou olhando o último poente.Ouço o último pássaro.Lego o nada a ninguém. Trad.: Antonio Cícero REPUBLICAÇÃO: poema originalmente publicado na página em 24/02/2016