Categoria: Poesia em Língua Portuguesa
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Daniel Jonas – Roma

“Roma”, um poema de Daniel Jonas que converte a cidade eterna em metáfora da relação desfeita, onde a beleza persiste como ruína exposta ao tempo.
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Donizete Galvão – Não sabe

O amor que não sabe morrerpersiste no olhar do cãoabandonado que,ao menor gesto,abana o rabona espera do afago.Está no vaso de plantaesquecido no sobradosem moradores. O amor que não sabe morrernão pretende tocar o céu.Quer ficar aqui mesmo –pedestre, incauto e reles.Não ouve a ladainha dos mortos.Nem quer a extrema-unção.
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Eugénio de Andrade – Despedida

Junho chegara ao fim, a magoada luz dos jacarandás, que me pousava nos ombros, era agora o que tinha para repartir contigo, e um coração desmantelado que só aos gatos servirá de abrigo
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Daniel Filipe – A invenção do amor

“A invenção do amor”, um poema de Daniel Filipe que transforma o gesto íntimo de amar em ato subversivo, expondo a violência dos sistemas que temem a liberdade mais simples: dois seres que se escolhem.
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Carlos Drummond de Andrade – Os mortos

Na ambígua intimidade que nos concedem podemos andar nus diante de seus retratos. Não reprovam nem sorriem como se neles a nudez fosse maior. Conheça outros livros de Carlos Drummond de Andrade clicando aqui
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Ana Martins Marques – Relâmpagos

O pensamento é um pornógrafo e quase só de palavras se faz o amor e no entanto não se embaraça o pensamento com os cabelos como os meus cabelos se embaraçavam nos seus e não se misturam as palavras com as palavras como na boca a saliva se mistura com a saliva nem as…
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Antonio Cicero – O livro de sombras de Luciano Figueiredo

O livro de sombras de Luciano Figueiredo 1 Para onde vou, de onde vim? Não sei se me acho ou me extravio. Ariadne não fia o seu fio à frente, mas sim atrás de mim. Não será a saída um desvio e o caminho o verdadeiro fim ? 2 Não é hora de regressos Não…
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Sophia de Mello Breyner Andresen – Ausência

Num deserto sem águaNuma noite sem luaNum país sem nomeOu numa terra nua Por maior que seja o desesperoNenhuma ausência é mais funda do que a tua. Conheça outros livros de Sophia de Mello Breyner Andresen clicando aqui
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Gastão Cruz – Pedro Hestnes

Passou a alguns metros de onde eu estava; não o via há anos e nem sei qual a última vez que com ele falara Não o reconheci de imediato e bastou essa dúvida para criar um hiato na linha dos olhares de repente cruzados dentro da tarde; receara decerto não ter sido por mim reconhecido…
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Carlos Drummond de Andrade – Ciência

Começo a ver no escuro um novo tom de escuro. Começo a ver o visto e me incluo no muro. Começo a distinguir um sonilho, se tanto, de ruga. E a esmerilhar a graça da vida, em sua fuga. Conheça outros livros de Carlos Drummond de Andrade clicando aqui