Categoria: Nelson Santander – Traduções
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Dennis O’Driscoll – alguém

“alguém”, um poema de Denis O’Driscoll, em que o poeta enumera gestos cotidianos de pessoas comuns que, sem que elas saibam, são os últimos momentos de suas vidas, revelando a fragilidade da existência e a proximidade invisível da morte.
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Freya Bantiff – Deus, a Baleia

“Deus, a Baleia”, um poema de Freya Bantiff que imagina Deus como uma baleia insondável e vulnerável, unindo espiritualidade e crise ambiental para refletir sobre fé, destruição ecológica e a surdez divina em um mundo marcado por poluição, guerra e solidão humana.
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Zoe Higgins – Ode

“Ode”, um poema de Zoe Higgins que celebra o inacabado e transforma a falha diária em gesto de aceitação serena da vida como ela é.
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Roger Hecht – Soneto

“Soneto”, um poema de Roger Hecht que contrapõe o terror religioso à inocente inscrição das iniciais na árvore, sugerindo que a permanência humana resiste não no dogma, mas no gesto frágil de marcar o mundo.
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Nick Flynn – Quinhentos anos

“Quinhentos Anos”, um poema de Nick Flynn que escuta o que permanece quando tudo já passou, onde o tempo comprime a presença até restar apenas uma forma silenciosa — não de quem fomos, mas do modo como deixamos de estar.
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Billy Collins – A arte de se afogar

“A arte de se afogar”, um poema de Billy Collins em que a morte dispensa revelações, o tempo falha em se organizar como narrativa e, no lugar de um sentido final, o mundo segue em frente, indiferente, exato, passando por nós como um peixe prateado na água.
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Walter de la Mare – Os que Ouviam

‘Tem alguém em casa?’ indagou o Viajante Defronte à porta enluarada; Seu cavalo no silêncio ruminava o capim Da forragem fértil e enfolhada: E uma ave voou para muito além da torre, Acima de sua cabeça: E de novo a porta ele outra vez castigou; ‘Tem alguém em casa?’ ele disse. Mas ninguém desceu para…
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Sara Teasdale – Sabedoria

“Sabedoria”, um poema de Sara Teasdale em que cada portão aberto guarda uma renúncia não pronunciada.
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Fleur Adcock – Poema interrompido por uma morte

“Poema Interrompido por uma Morte”, um poema de Fleur Adcock que costura o amor e a perda com fios de lucidez, desfazendo o lirismo para revelar o que permanece quando tudo é lavado, apagado e posto em silêncio.
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Patrick Galvin – Plaisir d’Amour

“Plaisir d’Amour”, um poema de Patrick Galvin sobre o desejo como última forma de resistência ao tempo.