Tag: Tempus Fugit
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Sharon Olds – Tudo

A maioria de nós jamais foi concebida.Muitos de nós nunca nascemos —sobrevivemos em um mar solitário por horas,semanas, com membros extras ou ausentes,ou segurando nos braços nossa pobre segunda cabeça,que brota de nosso peito. E muitos de nós,frutos do mar em seu caule, sonhando com algase búzios, somos eliminados em nossos primeiros meses.E alguns que…
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Indrė Valantinaitė – Provavelmente serei uma velha magra

Provavelmente serei uma velha magra Rasgando seus beijos e seus medosEla acorda à noite Para se maravilhar com tudo que a substituiu. Paul Éluard Em 2055, provavelmente serei uma velha magra que ocupa pouco espaço nos ônibus e nas filas. Daqui a meio século, apenas o espelho do banheiro e os médicos olharão para o…
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Juana Bignozzi – [agora que estou velha]
![Juana Bignozzi – [agora que estou velha]](https://singularidadepoetica.art/wp-content/uploads/2024/04/1e657a3b-c88c-4d30-8dfe-7155599c945f.jpg)
agora que estou velhae és um senhor idosogostaria que recordasses apenasdas fotos das viagensdos vestidos leves e floridosque eu usava entre os opulentos jardinse entre as ruínasagora que antes de adormecersem que percebas te toco para ver se ainda respiras Trad.: Nelson Santander Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e contribua para…
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Alfonso Brezmes – Notas marginais

“Notas Marginais”, um poema de Alfonso Brezmes que revela como o tempo transforma as marcas do passado e o sentido das memórias.
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Adam Zagajewski – O portão

“O portão”, um poema de Adam Zagajewski que investiga a relação entre memória, identidade e perda através do retorno imaginário a um espaço da infância.
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Jenny Joseph – Advertência

“Advertência”, um poema de Jenny Joseph sobre a liberdade irreverente que a velhice promete, desafiando as expectativas sociais com uma atitude ousada e despreocupada, marcada por uma antecipação de rebeldia alegre.
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Thomas Ligotti – Memento

Você pretendia cuidar de tudoe organizar seus assuntos.Mas o inesperado aconteceue não houve tempo. Mais tarde, os entes queridos vieram,se desfizeram de algumas coisase deixaram outras de lado:lembranças ou objetos de valor. Eles choraram por um velho penteque ainda tinha alguns cabelosenrolados entre os dentes.Mas também riram um pouco. Então alguém encontrou o que você…
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Linda Gregg – Em louvor à primavera

O dia é tomado por tudo e se completa.Saio, entro, e saio novamente, confundidapor uma beleza que não conhece a espera,correndo como fogo. Todas as coisas se movem mais rápidoque o tempo e, assim, criam uma quietude. Minha mentese inclina para trás e sorri, sem ter nada a dizer.Mesmo à noite, saio com uma luz…
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Adam Zagajewski – Véspera de Ano Novo, 2004

Estás em casa ouvindogravações de Billie Holiday,que segue cantando, melancólica, sonolenta.Contas as horas que aindate separam da meia-noite.Por que os mortos cantam em pazenquanto os vivos não conseguem se libertar do medo? Trad.: Nelson Santander, a partir da versão do poema em inglês traduzido por Clare Cavanagh Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique,…
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Sean Thomas Dougherty – Os aposentos familiares da dor

Ocasionalmente, estou bem,embora, quando chego em casa do trabalho,ainda me sente em sua poltrona por horas sem tirar o casaco,puxando os botões que não são respostas — Trad.: Nelson Santander Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e contribua para manter a poesia viva em nosso blog Grief’s Familiar Rooms Sometimes I am…