Tag: Memória
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Adam Zagajewski – Véspera de Ano Novo, 2004

Estás em casa ouvindogravações de Billie Holiday,que segue cantando, melancólica, sonolenta.Contas as horas que aindate separam da meia-noite.Por que os mortos cantam em pazenquanto os vivos não conseguem se libertar do medo? Trad.: Nelson Santander, a partir da versão do poema em inglês traduzido por Clare Cavanagh Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique,…
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Ivan Junqueira – Estamos indo embora

“Estamos indo embora”, um poema de Ivan Junqueira que evoca a transição de um ciclo de vida repleto de memórias, música e escrita, rumo a um destino desconhecido e inevitável.
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José Paulo Paes – Elogio da Memória

“Elogio da Memória”, um poema de José Paulo Paes que explora o paradoxo da passagem do tempo e da persistência dos momentos fugazes.
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Javier Salvago – No verso de uma velha fotografia

“No verso de uma velha fotografia”, um poema de Javier Salvago que evoca memórias de um tempo intocado pelas grandes transformações e eventos históricos que moldaram o mundo moderno, questionando o significado da liberdade e da passagem do tempo.
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Joan Margarit – No álbum

“No Álbum”, um poema de Joan Margarit que captura a essência atemporal dos sorrisos e das memórias, revelando um vínculo profundo entre o passado e o presente.
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Joseph Stroud – Lendo Kaváfis sozinho na cama

Eu também me lembro do passado, meu quarto à luz de velas,e da noite em que ela entrou e tocou meu rosto com o delacom boca, língua e lábios,da noite no pomar, do aroma das frutas,seus seios – lembra, corpo?* – aquele quarto,lembra? – nossos gritos, as velas bruxuleantes? Trad.: Nelson Santander * N. do…
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Jorge Sousa Braga – Litania

Estava sentado numa sala anexa ao bloco operatórioe uma enfermeira passou com o teu útero num saco de plástico transparenteCom o teu útero com a minha primeira casa e a de meus irmãosainda escorrendo sangueUma pequena construção toda em pedracom divisões de tijolo e cal hidráulicae janelas abrindo para o valeCom o teu úteroCom a…
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Homero Aridjis – Pela Porta Verde

Pela porta verde Para Eva Sofia Sou um indocumentado da eternidade.Sem papéis, ultrapassei as fronteiras do tempo.Detido pelos agentes de imigração do nascimentoe da morte, lancei-meao tabuleiro de xadrez dos dias.Fiscais astutos, em busca de lembranças valiosas,vasculharam minha bagagem de sombras.Nada a declarar. Nada a lamentar.Passei pela porta verde. Trad.: Nelson Santander Mais do que…

