Tag: Memento Mori
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Ferreira Gullar – Aqui e agora

“Aqui e Agora”, um poema de Ferreira Gullar que questiona o impacto do passado sobre o presente, revelando a persistência de memórias que assombram a vivacidade do presente.
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Anastasia Taylor-Lind – “Alcoólatras não sonham” não é uma metáfora

i. Alcoólatras não sonham não é uma metáfora Convido papai para o jantarjá que ele está morto pode aparecer a qualquer momento ele chega aos 36 quando se tornou meu paie com a idade que eu tinha quando ele morreu coloco pra tocar a mixtape da morte de papai que meu irmão fezpara a nossa…
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Sharon Olds – Diretamente

E então, em um final de tarde,eu compreendi: o mal que meu painos fez está diminuindo. Nunca imagineique isso pudesse acontecer, achava que esse mal fosse mais forte,como o mal divino — inundação, nascimento semolhos, com montes de tecido, sem retina, sempupila, do jeito que meu pai no sofá nãoparecia simplesmente não usar os olhos,mas…
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Manuel António Pina – Extrema-unção

Um poema tocante sobre a inevitabilidade da morte e a preparação para a despedida. O autor expressa a pressa e o cansaço do protagonista, em contraste com as tarefas práticas e cerimônias que antecedem o fim. A obra convida à reflexão sobre a vida e a morte.
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Pierre de Ronsard – Ossos, nada mais tenho

Ossos, nada mais tenho, esqueleto pareço,Sem músculos, polpa e nervo, descarnado,Da morte chega a mim o impiedoso chamado,E se ouso olhar meus braços, de medo estremeço. Apolo e o filho seu, mestres de grande apreçoNão podem me curar, por eles fui burlado;Adeus, amável Sol, tenho o olhar turvado.Meu corpo já descamba onde não há regresso.…
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Manuel António Pina – Quinquagésimo ano

“Quinquagésimo ano”, de Manuel António PIna: são muitos dias que passam, e o tempo avança sem pressa. A vida e a literatura se entrelaçam, tornando-se uma só. Restam memórias e livros, mas a busca por sentido continua.
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Vasco Gato – Repara nos velhos

Repara nos velhos.Dementes, doridos, restos de casas.Vivem agora a leprade todos nós.Não lhes chegamos.Tresandam.Esquecem.Apoderam-se do nada.E nós, capitosos,brindamos com o vinhoque também elessorveram,desdenhando a morteque, amarga comoa nossa indiferença,haveremosde provar. REPUBLICAÇÃO: poema publicado na página originalmente em 16/07/2019 Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e contribua para manter a poesia viva em…
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Ian Hamilton – Fantasmas

O caixão lustroso e suntuosamente adornadoDesliza como um novo navio para as profundezas em chamas.Na terra firme,A congregação se ajoelha em murmúrios. Do meu banco no cantoTenho uma visão livre e desimpedidade sua partida.Se você estivesse deitada de ladoTalvez pudesse captar seu olhar insuspeito. No pátio, ao anoitecer,Os tributos florais. Eu poderia jurarTê-la vistoAspirando o…
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Joseph Stroud – Lázaro em Varanasi

De uma pira no flamejante ghat,um cadáver se ergue lentamente entre as chamas. Como se lembrasse de algo importante.Como se quisesse olhar ao redor uma última vez.Como se finalmente tivesse algo a dizer.Como se houvesse uma saída para isso. Trad.: Nelson Santander REPUBLICAÇÃO: poema publicado na página originalmente em 24/06/2019 Mais do que uma leitura,…
