Tag: Carpe Diem
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Jim Harrison – Vassoura

“Vassoura”, um poema de Jim Harrison em que o corpo e a morte se reconhecem no mesmo gesto, e varrer torna-se um rito de esvaziamento — um lento desnudamento do mundo até restar apenas o ar onde o nome dança invisível.
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Anna Kamieńska – Não te preocupes

“Não te Preocupes”, um poema de Anna Kamieńska sobre o tempo que nos dispersa, as mortes que nos moldam e o enigma de uma alegria que só se revela quando já não é mais adiada.
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Konstantinos Kaváfis – O Prazo de Nero

Não ficou perturbado Nero quando ouviudo Oráculo de Delfos o prenúncio:“Teme ao ano septuagésimo terceiro.”Tinha tempo bastante a desfrutar.Só contava trinta anos. Muito dilatadoera o prazo que o Deus lhe concediapara cuidar-se dos riscos do futuro. Agora vai voltar a Roma um tanto fatigadoda magnífica fadiga que se traz de uma viagemtoda feita de dias…
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Hayan Charara — Mais velho

“Mais velho”, um poema de Hayan Charara em que o tempo se desdobra em camadas sutis — da terra à infância, de um gato à lua — até alcançar, silenciosamente, a dor de uma ausência que persiste.
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Tom Hirons – Enquanto isso

“Enquanto isso”, um poema de Tom Hirons sobre a beleza efêmera da vida, os pequenos milagres do cotidiano e a resistência do amor contra a inevitabilidade do tempo.
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Eavan Boland – Chegamos sempre tarde demais

“Chegamos sempre tarde demais”, um poema de Eavan Boland que explora a natureza fragmentada da memória e a dolorosa distância entre o que foi vivido e o que poderia ter sido, revelando a beleza e a melancolia das lembranças que nos escapam.
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Andrew Marvell – To His Coy Mistress, em 5 traduções

PARA SUA DAMA RECATADAtrad. Matheus “Mavericco” Houvesse tempo e espaço e então de fatoNão seria um delito este recato.Sentados, nós iríamos pensarEm só pensar no outro, e assim passar.Você, do lado indígena do Ganges,Achando rubis, e eu, pois me confrangeA dor, junto ao Humber. Décadas antesDo Dilúvio eu te juro amor, e, instantesDepois, se quiser,…
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Arthur Schopenhauer – Bolhas de Sabão (excerto)

O homem só vive no presente, que se converte no passado, e afunda-se na morte. Exceto as consequências que podem influir no presente, e que são filhas de sua vontade, ou de seus atos, a sua vida passada já não existe. Devia portanto ser-lhe indiferente que esse passado fosse de prazeres ou tristezas. O presente…
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William Shakespeare – do Macbeth (excerto)

Amanhãamanhã amanhã amanhãRasteja em passo parco dia a diaAté a última sílaba do Tempo.E os ontens, todos, só nos alumiamO fim no pó. Apaga, apaga, velaBreve!A vida é só uma sombra movel. Pobre atorQue freme e treme o seu papel no palcoE logo sai de cena. Um conto tontoDito por um idiota – som e fúria,…
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Edward Thomas – Foi-se embora, uma vez mais

“Foi-se embora, uma vez mais”, um poema de Edward Thomas que reflete sobre a inexorável passagem do tempo e memórias de juventude, tendo como pano de fundo uma antiga casa abandonada que, como o próprio narrador, carrega as marcas silenciosas de dias que não voltam mais.