Tag: Carpe Diem
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Sophia de Mello Breyner Andresen – Homenagem a Ricardo Reis

Não creias, Lídia , que nenhum estioPor nós perdido possa regressarOferecemos a florQue adiámos colher. Cada dia te é dado uma só vezE no redondo círculo da noiteNão existe piedadePara aquele que hesita Mais tarde será tarde e já é tardeO tempo apaga tudo menos esseLongo indelével rastoQue o não – vivido deixa. Não creias…
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Ricardo Reis – Vem Sentar-te Comigo, Lídia, à Beira do Rio

Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamosQue a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas. (Enlacemos as mãos.) Depois pensemos, crianças adultas, que a vidaPassa e não fica, nada deixa e nunca regressa,Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado, Mais longe que os deuses. Desenlacemos…
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Lisel Mueller – Monet recusa a cirurgia

*”Monet Recusa a Cirurgia”*, um poema de Lisel Mueller sobre a luta entre a clareza objetiva e a visão artística, onde a passagem do tempo transforma o mundo em um espaço de fusões e conexões invisíveis, reveladas apenas ao olhar de quem aprendeu a ver além da superfície.
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Catulo – Vivamus, mea Lésbia, ataque amemus

Vivamos minha Lésbia, e amemos,e as graves vozes velhas– todas –valham para nós menos que um vintém.Os sóis podem morrer e renascer:quando se apaga nosso fogo brevedormimos uma noite infinita.Dá-me pois mil beijos, e mais cem,e mil, e cem, e mil, e mil e cem.Quando somarmos muitas vezes milmisturaremos tudo até perder a conta:que a…
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Margaret Hasse – Primeiro dia de Jardim de Infância

“Primeiro dia de Jardim de Infância,” um poema de Margaret Hasse em que a despedida inocente entre mãe e filho revela, em instantes delicados, os primeiros vislumbres de independência e desapontamento.
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Lucille Clifton – o último dia

“o último dia”, um poema de Lucille Clifton sobre o peso de nossas escolhas coletivas e o olhar inescapável da própria consciência.
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William Butler Yeats – “When you are old” em 4 traduções

“When you are old and grey and full of sleep”, poema de William Butler Yeats, nas traduções de José Agostinho Baptista, Adriano Nunes, Paulo Vizioli e Jorge Wanderley
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Sharon Olds – Transformações

“Transformações”, de Sharon Olds, uma reflexão profunda sobre a perda, a morte, a culpa e a transformação da infância para uma consciência mais madura do sofrimento e das complexidades emocionais.

