Tag: Amor
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Inês Lourenço – Balada dos Amores Difíceis

Não me refiro aos trágicos Romeu e Julieta Tristão e Isolda, Pedro e Inês nem a alguns ignorados ícones como Yourcenar e Grace ou Rimbaud e Verlaine. Refiro-me aos que se buscam sem saber nada do fogo que arde sem se ver, órficos cantos, mas côncavos e convexos se combinam cruzando genes e transitórios tempos…
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Inês Lourenço – As Coisa que Cessam

Tanto desprezo pelo que é transitório e finito. Não servirei senhor que possa morrer. Mas passamos a vida a amar todas as fragilidades das coisas que cessam. Há coisa mais breve do que um sorriso? Coisa mais curta que a alegria de um reencontro? Tudo o que amamos é passageiro e frágil ou as duas…
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Amalia Bautista – Os meus melhores desejos

Que a vida te pareça suportável.Que a culpa não afogue a esperança.Que não te rendas nunca.Que o caminho que sigas seja sempre escolhidoentre dois pelo menos.Que te interesse a vida tanto como tu a ela.Que não te apanhe o víciode prolongar as despedidas.E que o peso da terra seja levesobre os teus pobres ossos.Que a…
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Anne Sexton – Frágil Fio

Minha féé um grande pesopendurado num frágil fio,como a aranhasuspende seu bebê numa fina teia,como a videira,toda ramos e madeira,sustenta uvascomo globos oculares,como tantos anjosdançam na cabeça de um alfinete. Deus não precisade muito fio para mantê-Lo ali,apenas uma veia fina,com sangue pulsando,e um pouco de amor.Como já se disse:O amor e a tossenão podem…
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Giuseppe Ungaretti – Vigília

Cima Quatro, 23 de Dezembro de 1915 Toda uma noite em claro caído ao lado de um companheiro massacrado com sua boca arreganhada exposta à lua cheia com o hematoma de suas mãos cravado em meu silêncio escrevi cartas cheias de amor Não tinha nunca estado tão aferrado à vida Trad.: Nelson Ascher
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Federico García Lorca – E Depois…

Os labirintos que criam o tempo se desvanecem. (Só fica o deserto.) O coração, fonte do desejo, se desvanece. (Só fica o deserto) A ilusão da aurora e os beijos se desvanecem. Só fica o deserto. Um ondulado deserto. Trad.: William Agel de Mello Y después Los laberintosque crea el…
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José Saramago – As Palavras de Amor

Esqueçamos as palavras, as palavras: As ternas, caprichosas, violentas, As suaves de mel, as obscenas, As de febre, as famintas e sedentas. Deixemos que o silêncio dê sentido Ao pulsar do meu sangue no teu ventre: Que palavra ou discurso poderia Dizer amar na língua da semente?
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Ronaldo Costa Fernandes – Férias

Aqui, quieto em meu canto sem mexer-me, olhando a luz higiênica do sol, penso na inutilidade cansativa de malas e hotéis para divertir-me nas férias estrangeiras. Não, só preciso da vontade, nem sempre firme, um vento estradeiro, um alarde distante de pássaros e nada além do meu corpo.
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Dylan Thomas – E a Morte não terá nenhum Domínio

E a morte não terá nenhum domínio. Nus, os mortos irão se confundir Com o homem no vento e a lua no poente; Quando seus alvos ossos descarnados se tornarem pó, Haverão de brilhar as estrelas em seus pés e cotovelos; Ainda que enlouqueçam, permanecerão lúcidos, Ainda que submersos pelo mar, haverão de ressurgir; Ainda…
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Carlos Drummond de Andrade – Quero

Quero que todos os dias do ano todos os dias da vida de meia em meia hora de 5 em 5 minutos me digas: Eu te amo. Ouvindo-te dizer: Eu te amo, creio, no momento, que sou amado. No momento anterior e no seguinte, como sabê-lo? Quero que me repitas até a exaustão que me…