Tag: Amor
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Charles Bukowski – Um poema de amor

“Um poema de amor”, um poema de Charles Bukowski que atravessa corpos e quartos para revelar, sob a crueza do desejo, a necessidade humana de afeto que sustenta e inquieta.
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Ana Martins Marques – a parte que me cabe

a parte do teu corpo que procura pelo sol como os gatos pela casa a parte que permanece imóvel quando cantas, aquela que se move quando estás parado a parte que apenas a mim e de relance, por descuido revelaste a parte onde guardas as memórias de infância, a parte que ainda anseia pelo futuro…
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Luis Cernuda – No Meio da Multidão

Em meio à multidão eu o vi passar, com os olhos tão louros quanto seus cabelos. Caminhava abrindo o ar e os corpos; uma mulher se ajoelhou à sua passagem. Senti o sangue desertar de minhas veias, gota a gota. Vazio, andei sem rumo pela cidade. Gente estranha passava ao meu lado sem me ver.…
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Diego Moraes – Já se passaram dez anos

Já se passaram dez anos Acabou a bateria do relógio que você me presenteou no natal que seu tio ficou bêbado de vinho dom bosco e disse na frente dos filhos e da esposa que era gay e viveria com um travesti búlgaro em Londres Já se passaram dez anos Os poemas que escrevi quando…
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Luis Alberto de Cuenca – Abre todas as Portas

Abre todas as portas, a que conduz ao ouro, a que leva ao poder, a que esconde o mistério do amor; a que oculta o segredo insondável da felicidade, a que a vida te oferta para sempre no gozo de uma visão sublime. Abre todas as portas, sem te mostrares curioso, nem dar importância às…
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Jorge de Sena – Suma Teológica

Não vim de longe, meu amor, nem sossobraram navios no alto mar, quando nasci. Nada mudou. Continuaram as guerras; continuou a subir o preço do pão; continuaram os poetas, uma vez por outra, a perguntar por ti. É certo que, então, imensa gente envelheceu instantânea e misteriosamente. Mas até isso, meu amor, se não sabe…
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Bruna Kalil – Paleativa

Você é rebelde só da cintura para baixo 1984, George Orwell busco prazer sendo profana para que o físico compense o descompasso do meu interior tão triste e tão mole. fujo dos sentimentos justamente por ter a plena consciência de que sou sentimental dem- ais. tenho medo, pavor, fobia de apaixonar-me outra vez, dói…
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Ana Goês – Convida-me só para jantar

E não queiras depois fazer amor. Convida-me só para jantar num restaurante sossegado numa mesa de canto e fala devagar e fala devagar eu quero comer uma sopa quente não quero comer mariscos os mariscos atravancam-me o prato e estou cansada para os afastar fala assim devagar devagar não é preciso dizeres que sou bonita…
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Sophia de Mello Breyner Andresen – Terror de te Amar

Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo Mal de te amar neste lugar de imperfeição Onde tudo nos quebra e emudece Onde tudo nos mente e nos separa. Que nenhuma estrela queime o teu perfil Que nenhum deus se lembre do teu nome Que nem o vento passe onde tu passas.…
