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Partricia McKernon Runkle – Ao encontrar alguém em luto profundo

Descalce os sapatose coloque-os junto à porta. Adentre descalçonesta capela escura, esvaziada pela perda,santificada pela dor, com suas paredese piso de pedra cinzenta. Você, congregaçãode uma pessoa, está aqui para ouvir,não para cantar. Ajoelhe-se no último banco,fique em silêncio. Deixe as velasfalarem. Trad.: Nelson Santander Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e…
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Sharon Olds – Volto a maio de 1937

Vejo-os parados nos portões solenes de suas faculdades,vejo meu pai caminhandosob o ocre arco de arenito, os azulejos vermelhos brilhando como placasde sangue atrás de sua cabeça,vejo minha mãe carregando alguns livros levesparada ao pé do pilar feito de pequenos tijolos,o portão de ferro fundido ainda aberto atrás dela, aspontas afiadas brilhando no ar de…
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Wislawa Szymborska – Sobre a morte sem exagero

“Sobre a morte sem exagero”, um poema de Wisława Szymborska que apresenta uma reflexão crítica e irônica sobre a morte e sua natureza.
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Maria Popova – Último da Espécie

O chilrear sincopadodo último Moho braccatus –um pequeno pássarohavaiano já extinto –foi extraído de uma bobinano arquivo de som da biblioteca britânica.Depois que séculos de humanossilenciaram sua espécie com a civilização,depois que um furacãomatou a última fêmea em 1982,só restou ele para cantar a canção final de sua espécie —um chamado de acasalamento paraum mundo…
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James Davis May – Rubra em dente e garra

Mesmo na noite em que meu amigo morreu1 e 2 depois de uma longa doença —não vou usar a palavrabatalha,mas o câncer tinha sumido,e então voltou, como o assassino de algum filmes de terror —mesmo naquela noite, a gata selvagem, aquelabranca e felpuda e às vezes afável,ainda atravessava em silêncio a entrada de nossa garagem,dos…
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Joan Margarit – Inverno de 95

“Inverno de 95”, um poema de Joan Margarit sobre a complexa e silenciosa reconciliação entre passado e presente, capturando a melancolia de um encontro inevitável e as nuances da separação.
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Linda Pastan – Flores Silvestres

Você me deu dentes-de-leão.Eles tomaram nosso jardimpor direito de ocupação —sóis redondos surgindoem abril, delicadas luasretirando-se em junho.Você me deu sapatinhos-de-dama,sanguinárias, serralhas,trillium cujo número secretoas crianças que você me deucontam. Na hierarquiadas flores, as silvestresse erguem em seus caulespara serem nomeadas.Chame-as de ervas daninhas.Eu as colho como colhi você,por sua alegria feroze indisciplinada. Trad.: Nelson…
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Manuel António Pina – Eugénio de Andrade no seu leito de morte

“Eugénio de Andrade no seu leito de morte”, um poema de Manuel António Pina

