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Alberto Ríos – Manhã de dezembro no deserto

Leia “Manhã de dezembro no deserto”, de Alberto Ríos, um poema contemplativo sobre o cosmos, a natureza e o espanto diante da existência.
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Joan Margarit – Água-forte

“Água-forte”, um poema de Joan Margarit que explora a fragilidade das relações humanas e a luta contra as adversidades, onde uma tempestade se torna o cenário de um exame profundo da vida e do amor.
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Abdellatif Laâbi – A Língua Materna

Faz vinte anos que vi minha mãe pela última vezEla se deixou morrer de fomeDizem que todas as manhãsela tirava o lenço da cabeça e batia sete vezes no chãoamaldiçoando o céu e o TiranoEu estava na cavernaonde o condenado lê nas sombrase pinta nas paredes o bestiário do futuroFaz vinte anos que vi minha…
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Wislawa Szymborska – Bagagem de volta

“Bagagem de Volta”, um poema de Wislawa Szymborska que reflete sobre vidas breves e incompletas, evocando a delicada transitoriedade da existência e o mistério do tempo que as envolve.
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Mary Oliver – Robert Schumann

Mal passa um dia sem que eu pense neleno hospício: mais jovem do que sou agora, trilhando a longa estradada loucura em direção à morte. Sua música explode pelo mundo todo, de um modo que ele nunca imaginou. E agora compreendoalgo tão assustador e maravilhoso – como a mente se apega ao caminho conhecido, precipitando-sepelos…
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Joan Margarit – A perda a inocência

Não escrevas tuas memórias.Elas lançarão a teus pés aquele que foste,como um cadáver inimigo.Quando o passado se torna mentirapouco resta para levar contigo:uma convicção inútil e indigna,alguma equivocada crueldade. Quase nadasobre o que tenhas que voltar a falar.A alegria de um velho é o silêncio. Trad.: Nelson Santander Mais do que uma leitura, uma experiência.…
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Jules Laforgue – O silêncio azul

“O silêncio azul”, um poema de Jules Laforgue sobre a efemeridade da existência humana diante da imensidão do universo, onde a vida e suas criações se perdem no vasto silêncio do tempo e do espaço.
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Linda Pastan – Funeral Outonal

Funeral Outonal Para AgO mundo está se despindode suas mil peles.A cobra fica nua,e as agulhas do pinheiro caem como dentes de um pente partido.Os fantasmas das folhas mortasnão assombram ninguém. Impossívelentregá-lo ao tempo,deixá-lo aprisionado em uma árvore morta.Nenhuma metafísica nos preparoupara o simples ato de nos virarmose partirmos. Trad.: Nelson Santander Mais do que…

