Categoria: Poesia em Língua Portuguesa
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Ana Martins Marques – de “Livro das Semelhanças”

Um poema de Ana Martins Marques que subverte as noções de pertencimento ao atribuir tudo àquilo que está ausente, construindo uma reflexão paradoxal sobre deslocamento, identidade e a solidão como condição do amor.
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Eugénio de Andrade – O Sorriso

“O Sorriso”, um poema de Eugénio de Andrade que celebra o desejo e a atração através da imagem luminosa de um sorriso, transformando-o em espaço de entrega, fascínio e dissolução do eu.
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Ferreira Gullar – Os Mortos

“Os mortos”, um poema de Ferreira Gullar que sugere que os mortos continuam a existir através da memória e da experiência dos vivos, vendo, ouvindo e até rindo por meio daqueles que permanecem no mundo.
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Ferreira Gullar – Redundâncias

“Redundâncias”, um poema de Ferreira Gullar que reflete de forma filosófica sobre a morte, sugerindo que o medo e o apego ao mundo pertencem apenas aos vivos e que a própria ideia de morte existe somente enquanto há consciência para concebê-la.
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Ferreira Gullar – Visita

“Visita”, um poema de Ferreira Gullar que retrata um pai visitando o túmulo do filho no dia de Finados, confrontando a impossibilidade de alcançá-lo novamente e encontrando no gesto simples de escrever “eu te amo filho” uma forma tardia e dolorosa de amor.
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Ferreira Gullar – A Alegria

“A Alegria”, um poema de Ferreira Gullar que confronta a ideia de que o sofrimento possui valor redentor, comparando a dor humana à dor animal para afirmar a igualdade biológica da existência e questionar as ilusões morais que tentam conferir sentido à dor.
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Antonio Cicero – Cidade

“Cidade”, um poema de Antonio Cicero que revisita a cidade sonhada da juventude como metáfora do futuro imaginado, refletindo sobre memória, expectativa e a forma como o tempo transforma e obscurece aquilo que um dia parecia promessa absoluta.
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Jorge Wanderley – Acerto de Contas

“Acerto de contas”, um poema de Jorge Wanderley que examina o ciclo de violência entre gerações na educação familiar, refletindo sobre culpa, mudança moral e a difícil posição da geração intermediária que apanhou dos mais velhos e repetiu os mesmos erros com os mais jovens.
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Cassiano Ricardo – Morrer não será dormir

“Morrer não será dormir”, um poema de Cassiano Ricardo que reflete filosoficamente sobre a morte como estado de absoluta indiferença, sugerindo que morrer não é repouso, mas a perda de toda distinção moral e sensível diante do mundo.
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Cecília Meireles – O Jardim

“O Jardim”, um poema de Cecília Meireles que descreve um jardim luminoso e vibrante, onde luz, insetos, pássaros e flores compõem uma harmonia natural delicada, interrompida apenas pela presença humana, que perturba a serenidade desse espaço idealizado da natureza.