Categoria: Poesia em Língua Inglesa
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Louise Glück – Céu e terra

Onde um acaba, a outra começa.No alto, uma faixa de azul; abaixo,uma faixa de verde e dourado, verde e rosa profundo. John está no horizonte: ele querambos ao mesmo tempo, ele quertudo de uma vez. Os extremos são fáceis. Apenaso meio é um enigma. Meio do verão —tudo é possível. Significado: a vida nunca mais…
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Louise Glück – Matinas (7)

Não apenas o sol mas a própriaterra brilha, fogo brancoirrompendo das imponentes montanhase da estrada planatremeluzindo nas primeiras horas da manhã: será issoapenas para nós, para provocar umaresposta, ou você tambémfica mexido, incapazde se conterna presença da terra? Sinto vergonhado que eu pensava que você fosse,distante de nós, nos observandocomo um experimento: éamargo sero animal…
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Louise Glück – Trevo

O que está dispersoentre nós, que você chamade sinal de bem-aventurança,embora seja, como nós,uma erva daninha, uma coisapara ser extirpada — qual lógicao faz reterum único brotode algo que desejamorto? Se há alguma presença entre nóstão poderosa, não deveria elase multiplicar, a serviçodo adorado jardim? Você mesmo deveriaestar fazendo essas perguntas,não deixando-aspara suas vítimas. Você…
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Louise Glück – A papoula vermelha

O melhor de tudoé não teruma mente. Sentimentos:oh, eu os tenho; elesme governam. Tenhoum senhor no céuchamado sol, e me abroa ele, mostrando-lheo fogo do meu próprio coração, ardentecomo a sua presença.O que poderia ser tal glóriase não um coração? Oh meus irmãos e irmãs,vocês já foram como eu, tempos atrás,antes de se tornarem humanos?Já…
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Louise Glück – Campo de flores

O que você está dizendo? Que desejavida eterna? Seus pensamentos realmentesão tão convincentes assim? Certamentevocê não nos vê, não nos ouve,mancha de solem sua pele, póde ranúnculos amarelos: estoufalando com você, aí, olhando fixamenteatravés das barras de grama alta que agitamseus pequenos chocalhos — Óalma! a alma! É suficienteapenas olhar para dentro? O desprezopela humanidade…
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Louise Glück – Canção

Como um coração blindado,o botão vermelho-vivoda rosa silvestre começaa desabrochar no ramo mais baixo,sustentado pela malhareticulada de um arbusto robusto:ela floresce contra a escuridão,que é o cenário constante do coração, enquanto as floresmais acima murcham ou apodrecem;sobreviverà adversidade apenasacentua sua cor. Mas Johnobjeta, ele acredita quese isto não fosse um poema, massim um jardim de…
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Louise Glück – Matinas (6)

O que é o meu coração para vocêque precisa parti-lo repetidas vezescomo um jardineiro testandosua nova espécie? Pratiqueem algo diferente: como posso viverem colônias, como você prefere, se impõeuma quarentena de aflição, apartando-mede membros saudáveis deminha própria tribo? Você não faz issono jardim, não segregaa rosa doente; permite que ela balance suas sociáveisfolhas infestadas nosrostos…
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Louise Glück – Matinas (5)

Quer saber como passo o meu tempo?Eu caminho pelo jardim, fingindoque estou capinando. Deve saberque nunca estou capinando, de joelhos, extirpandotufos de trevos dos canteiros de flores: na verdade,estou em busca de coragem, de alguma evidênciade que minha vida irá mudar, ainda queisso leve uma eternidade, verificandocada touceira em busca da folhasimbólica, e logo o…
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Louise Glück – A Escada de Jacó

Preso à terra,você também não gostaria dealcançar o céu? Eu habitoo jardim de uma senhora. Perdoe-me senhora;o anseio roubou minha graça. Não souo que você esperava. Mascomo homens e mulheres parecemdesejar uns aos outros, também desejoconhecer o paraíso — e agorasua dor, uma haste nuaalcançando a vidraça da varanda.E no final, o quê? Uma pequena…
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Louise Glück – Capim-das-bruxas

Algochega ao mundo indesejadogritando desordem, desordem — Se você me odeia tantonão se dê ao trabalho de me darum nome: você precisade mais um insultoem sua língua, outramaneira de culparuma tribo por tudo — pois ambos sabemos,se você cultuaum deus, só precisade um inimigo — Eu não sou o inimigo.Apenas um pretexto para ignoraro que…