Categoria: Nelson Santander – Traduções
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Matthew Olzmann – Carta à pessoa que gravou suas iniciais no mais antigo pinheiro de folha longa da América do Norte

Southern Pines, Carolina do Norte Diga-me como é viver semcuriosidade, sem sentir admiração. Navegarem águas cristalinas, desviando os olhosdos recifes de algas que ondulamabaixo de você, ignorando o cintilardas escamas de sereias no nevoeiro,olhando para o mundo e sentindoapenas tédio. Estarà beira do precipício de algum vale selvagem,as águias circulando, um rebanho de caribustrovejando lá…
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Don Peterson – Compaixão

“Compaixão”, um poema de Don Peterson que transforma o adeus a um animal amado em gesto extremo de ternura, onde a morte se confunde com cuidado e fidelidade.
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Deborah Pope – Passando

Como um carro engatado,uma galinha estúpida demais para perceberque sua cabeça se foi,ou aquele som que não cessamesmo depois do filmeter caído da bobina,um telefonetocando e tocandona casa de onde todosse mudaram,através de salas onde o póse aprofunda em camadas,e o cadeado é desnecessário,assim eu continuo te amando,meu coração claudicando,um músculo entornandoo que não é…
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Petrarca – Soneto CXXXIII (“O Amor me Assinalou com sua Seta”)

“Soneto CXXXIII (“O Amor me Assinalou com sua Seta”)”, um poema de Francesco Petrarca que retrata o amor como força avassaladora e paradoxal, comparando seus efeitos ao fogo, ao sol e ao vento, e explorando a tensão entre êxtase, dor e aniquilação amorosa.
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Juan Vicente Piqueras – Como estás

Morri na última terça-feira e ninguém notou. O mundo permaneceu o mesmo, mudando e imutável.Não houve furacão, anúncio, tempestadeou nuvens por entre as quais surgisseaquele raio de luz que aparecianas capas dos catecismos. Minha filha continuou a servir-me o chá no mesmo horárioe eu continuo a sorve-lo em pequenos goles com o canudinho que ela…
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Wanda Coleman – Uma conversa com meu neto de seis anos de idade

há uma tempestade cósmica sempre que ele entra em minha órbitacinco raças em guerra fora do tempo, presasnum único corpo espigado e nervoso, joelhos e cotovelos ossudosos ensinamentos rigorosamente amorosos de mamãe e papai criamraízes apesar da engenharia de mídia e da pressão dos colegas.as tiradas cortantes, as respostas farpadas e o humor atrevidoque em…
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Kenneth Rexroth – Música de Alaúde

A Terra vai durar por muito tempoAntes de finalmente congelar;Os homens nela estarão; terão nomes,Justificarão seus atos.Já nós estaremos aqui somenteComo componentes químicos —Uma pequena concessão, de fato.Agora ainda temos vidas,Corpúsculos, ambições, carícias,Como todos já tiveram um dia —Toda a luminosa gente das neige d’antan1,“A alegre Helena, a branca lope e as demais,”2Todos os inquietos…
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Louis Macneice – O observador de estrelas

Quarenta e dois anos atrás (para mim, se não para mais ninguém,O número é de algum interesse), fazia uma noite brilhante e estreladaE o expresso para o ocidente, sem cabines, ia vazio,De modo que, saltando de um lado para outro, eu podia capturar a insólita visãoDaquelas fendas quase intoleravelmenteBrilhantes, cravadas no céu, que me fascinavam,…
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Stanley Kunitz – As camadas

“As camadas”, um poema de Stanley Kunitz que reflete sobre as múltiplas vidas atravessadas ao longo da existência, as perdas acumuladas e a contínua transformação do eu, culminando na exortação a viver nas camadas da experiência, e não nos escombros do passado.
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Matt Rasmussen – Suicídio reverso

O cara para quem papai vendeu o carrovolta para buscar o dinheiro dele, sai do veículo. Com trapos imundosnós o esfregamos até que deixe de brilhar e limpamos o seu sangue dascosturas do assento. Cada floco de neve se move antesde alçar ao céu enquanto eu percebo que você não estará morto.O não sofrimento termina…