Mary Oliver – Encontrando a raposa

Quando encontrei a raposa hoje – um ouro
tão vivo em seus olhos –
nenhuma de nós
se moveu, embora apenas

uma de nós tenha sido imediatamente tomada
de admiração. Suas patas estavam
apoiadas em seu movimento
de brusca parada,

suas orelhas, para frente apontadas,
a fim de ouvir como minha língua poderia ser,
mas eu não disse
nada, não havia palavra para a

esperança que eu tinha de que
pudéssemos ser amigas. Atrás dela,
a encosta, depois, a floresta,
e, além, todo o universo.

Fiquei imóvel como uma rocha.
Eu não sabia o que fazer.
Então eu pensei, bem,
por que não tentar?
, e

estendi minhas mãos em sinal
de amizade, e instantaneamente,
com um cortante latido, uma negativa
muito decisiva,

em suas patas pequenas e elegantes,
ela voltou a subir a encosta
e voou para aquele outro
mundo.

Trad.: Nelson Santander

Meeting the Fox

When I met the fox today – such living
gold in its eyes –
neither of us
moved though only

one of us was instantly taken up with
admiration. Its legs were
braced in their motion
of sudden stop,

its ears were pricked forward
to hear what my language might be,
but I said
nothing, there was no word for the

hope I had that we
could be friends. Behind it
the hillside, then the woods,
then the entire universe.

I stood as still as a rock.
I didn’t know what to do.
Then I thought, oh well,
why not try, and I

held out my hands
in friendship, and instantly,
with a sharp bark, a very
decisive negative,

on its narrow and elegant feet,
back up the hillside
and into that other world
it flew.

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