Tag: Solidão
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Walter de la Mare – Os que Ouviam

‘Tem alguém em casa?’ indagou o Viajante Defronte à porta enluarada; Seu cavalo no silêncio ruminava o capim Da forragem fértil e enfolhada: E uma ave voou para muito além da torre, Acima de sua cabeça: E de novo a porta ele outra vez castigou; ‘Tem alguém em casa?’ ele disse. Mas ninguém desceu para…
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Jack Gilbert – Primavera

A primavera surge como experiência de liberdade e distância, enquanto o amor convive com a escolha de estar só. Jack Gilbert observa a estação sem idealizá-la, deixando que desejo, mudança e solidão ocupem o mesmo espaço.
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Ana Martins Marques – de “Livro das Semelhanças”

Um poema de Ana Martins Marques que subverte as noções de pertencimento ao atribuir tudo àquilo que está ausente, construindo uma reflexão paradoxal sobre deslocamento, identidade e a solidão como condição do amor.
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Luiza Mussnich – Imagem

“Imagem”, um poema de Luiza Mussnich que revela a impossibilidade de aprisionar o efêmero, onde a ausência pesa mais que a presença e a memória se dissolve na fragilidade das formas.
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Rainer Maria Rilke – Solidão

“Solidão”, um poema de Rainer Maria Rilke que transforma o isolamento em chuva incessante, caindo sobre a cidade e infiltrando-se nas fissuras invisíveis das relações humanas.
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Jack Gilbert – Envelhecer

Diante do envelhecimento, o eu do poema mede a solidão e a permanência do amor sem recorrer ao consolo fácil. A passagem do tempo transforma o corpo e a convivência, mas não elimina a intimidade construída pela memória.
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Miguel Arteche – Eu sei que nesta lâmpada apareces

“Eu sei que nesta lâmpada apareces”, um poema de Miguel Arteche que evoca a persistência do ausente nas frestas da matéria — um murmúrio entre a cinza e a tinta, onde o tempo se curva e o morto continua a escrever-se na solidão das coisas.
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Anna Kamieńska – Em um hospital

“Em um Hospital”, um poema de Anna Kamieńska que sussurra o silêncio das mortes invisíveis, onde o tempo escorre pelos dedos e a alma, sem testemunhas, se despede como quem cede o assento ao mistério.
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Luis Alberto de Cuenca – O Retorno de Guilherme de Aquitania

“O Retorno de Guilherme de Aquitânia”, um poema de Luis Alberto de Cuenca que percorre os contornos do nada para revelar, no eco do silêncio, a essência invisível do poema.
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Eduardo Alves da Costa – No Caminho, com Maiakóvski

Assim como a criançahumildemente afagaa imagem do herói,assim me aproximo de ti, Maiakósvki.Não importa o que me possa acontecerpor andar ombro a ombrocom um poeta soviético.Lendo teus versos, aprendi a ter coragem. Tu sabes,conheces melhor do que eua velha história.Na primeira noite eles se aproximame roubam uma flordo nosso jardim.E não dizemos nada.Na segunda noite,…