Tag: Morte
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Samuel Yellen – Como em uma marca d’água

“Como em uma Marca D’água”, um poema de Samuel Yellen sobre a arqueologia do cotidiano, onde camadas do tempo revelam e ocultam fragmentos de vidas passadas, como hieróglifos sob a superfície do presente.
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Carlos Drummond de Andrade – Noturno Oprimido

A água cai na caixa com uma força, com uma dor! A casa não dorme, estupefata. Os móveis continuam prisioneiros de sua matéria pobre, mas a água parte-se a água protesta. Ela molha toda noite com sua queixa feroz, seu alarido. E sobre nossos corpos se avoluma o lago negro de não sei que infusão.…
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Jules Supervielle – A ponta da chama

“A Ponta da Chama,” um poema de Jules Supervielle em que a busca pela prova da própria existência se desenha no gesto de tocar a luz, enquanto a morte traz um silêncio que resguarda esse mistério.
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Linda Gregg – Uma sede contrária

“Uma Sede Contrária”, um poema de Linda Gregg sobre a luta íntima entre a ordem e a ruína, onde a beleza floresce apenas para ser entregue ao tempo, e até Deus parece habitar no frio desolado das ruas abandonadas.
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Louis MacNeice – Uma catarata concebida como uma procissão de cadáveres

“Uma catarata concebida como uma procissão de cadáveres”, um poema de Louis MacNeice em que o rio se transforma em palco de um ritual sombrio, onde a correnteza sussurra segredos de morte e esquecimento, arrastando o eco de vidas que se perdem na cadência interminável das águas.
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Cassiano Ricardo – O Festim Terrestre

O olho de Polifemojá depois de arrancadoao gigante bêbado,foi posto,entre rosas carnosase lírios agudos,sobre a alva mesa. Tinha ainda a pupilaacesa. E os doze convivas,— doze fomes irmãs, —todos ao mesmo tempo,simultâneos comofiguras de uma orquestra,vieram, graves, comero olhode Polifemo,em dourado molho. Eram só matériaexigindo a matéria.Bocas rubras de vinhonum banquete com algode mágicoe de…
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José Paulo Paes – Revisitação

Cidade, por que me persegues? Com os dedos sangrandojá não cavei em teu chãoos sete palmos regulamentarespara enterrar meus mortos?Não ficamos quites desde então? Por que insistesem acender toda noiteas luzes de tuas vitrinascom as mercadorias do sonhoa tão bom preço? Não é mais tempo de comprar.Logo será tempo de viajarpara não se sabe onde.Sabe-se…
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Ron Koertge – Espaço vazio

“Espaço Vazio”, um poema em prosa de Ron Koertge que explora a íntima conexão entre pai e filho através de um ritual cotidiano, revelando, em sua simplicidade, a profundidade da perda e a saudade que fica nas entrelinhas.
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Dorianne Laux – Ray aos 14

“Ray aos 14”, um poema de Dorianne Laux sobre a memória nostálgica e delicada de um vínculo entre irmãos, onde a presença do passado ecoa no presente, trazendo à tona o poder de pequenas lembranças que resistem ao tempo.
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Sam Illingworth – Quando desapareceram os manguezais

“Quando desapareceram os manguezais”, de Sam Illingworth: um lamento poético pela perda de um ecossistema ancestral, onde memórias de uma paisagem exuberante ressurgem apenas para revelar os traços de um mundo agora sufocado e em silêncio.