Tag: Memento Mori
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Sean Thomas Dougherty – O Segundo O do Sofrimento

“O Segundo O do Sofrimento”, um poema de Sean Thomas Dougherty sobre memória, perda e a persistência de seguir em frente, enquanto ecos do passado ressoam na paisagem e na alma.
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Ada Limón – Resgate

“Resgate”, um poema de Ada Limón sobre a beleza resiliente na dualidade entre destruição e renovação, e a íntima reconexão com aquilo que somos e perdemos.
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Ernest Dowson – Vitae Summa Brevis Spem Nos Vetat Incohare Longan

Vitae Summa Brevis Spem nos Vetat Incohare Longam A brevidade da vida impede que possamos acalentar longas esperanças – Horácio A alegria, o desejo, o pranto, o amorE a raiva duram pouco.Nada disso, que eu saiba, há de transporO umbral conosco. Poucos dias de rosas e de vinho:Surge num vago sonhoE logo se desfaz nosso…
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Janus Vitalis – Sobre Roma

Recém-chegado que, buscando Roma em Roma,não encontras, em Roma, Roma alguma,olha ao redor, muro e mais muro, pedras rotas,ruínas, que assustam, de um teatro imenso:é Roma isto que vês – cidade tão soberba,que ainda exala ameaças seu cadáver.Vencido o mundo, quis vencer-se e, se vencendo,para que nada mais seguisse invicto,jaz, na vencida Roma, Roma, a…
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Jack Gilbert – De pouco em pouco: da meia-noite às quatro da manhã

Durante as horas entre a meia-noite e a madrugada, a consciência acompanha pequenas mudanças que aproximam vida, tempo e morte. O poema transforma a vigília num movimento gradual, atento ao desaparecimento e à continuidade.
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Seamus Heaney – Uma ligação

“Uma Ligação”, um poema de Seamus Heaney sobre os pequenos gestos cotidianos que, inesperadamente, revelam a profundidade das conexões humanas e a inevitabilidade do tempo.
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Carlos Drummond de Andrade – Noturno Oprimido

A água cai na caixa com uma força, com uma dor! A casa não dorme, estupefata. Os móveis continuam prisioneiros de sua matéria pobre, mas a água parte-se a água protesta. Ela molha toda noite com sua queixa feroz, seu alarido. E sobre nossos corpos se avoluma o lago negro de não sei que infusão.…
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Louis MacNeice – Uma catarata concebida como uma procissão de cadáveres

“Uma catarata concebida como uma procissão de cadáveres”, um poema de Louis MacNeice em que o rio se transforma em palco de um ritual sombrio, onde a correnteza sussurra segredos de morte e esquecimento, arrastando o eco de vidas que se perdem na cadência interminável das águas.
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Ivan Junqueira – Morrer

Pois morrer é apenas isto:cerrar os olhos vaziose esquecer o que foi visto; é não supor-se infinito,mas antes fáustico e ambíguo,jogral entre a história e o mito; é despedir-se em surdina,sem epitáfio melífluoou testamento sovina; é talvez como despiro que em vida não vestiae agora é inútil vestir; é nada deixar aqui:memória, pecúlio, estirpe,sequer um…
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Ivan Junqueira – Esse Punhado de Ossos

Esse punhado de ossos que, na areia,alveja e estala à luz do sol a pinomoveu-se outrora, esguio e bailarino,como se move o sangue numa veia. Moveu-se em vão, talvez, porque o destinolhe foi hostil e, astuto, em sua teiabebeu-lhe o vinho e devorou-lhe à ceiao que havia de raro e de mais fino. Foram damas…