Tag: Memento Mori
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Hayan Charara — Mais velho

“Mais velho”, um poema de Hayan Charara em que o tempo se desdobra em camadas sutis — da terra à infância, de um gato à lua — até alcançar, silenciosamente, a dor de uma ausência que persiste.
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Tom Hirons – Enquanto isso

“Enquanto isso”, um poema de Tom Hirons sobre a beleza efêmera da vida, os pequenos milagres do cotidiano e a resistência do amor contra a inevitabilidade do tempo.
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Andrew Marvell – To His Coy Mistress, em 5 traduções

PARA SUA DAMA RECATADAtrad. Matheus “Mavericco” Houvesse tempo e espaço e então de fatoNão seria um delito este recato.Sentados, nós iríamos pensarEm só pensar no outro, e assim passar.Você, do lado indígena do Ganges,Achando rubis, e eu, pois me confrangeA dor, junto ao Humber. Décadas antesDo Dilúvio eu te juro amor, e, instantesDepois, se quiser,…
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Arthur Schopenhauer – Bolhas de Sabão (excerto)

O homem só vive no presente, que se converte no passado, e afunda-se na morte. Exceto as consequências que podem influir no presente, e que são filhas de sua vontade, ou de seus atos, a sua vida passada já não existe. Devia portanto ser-lhe indiferente que esse passado fosse de prazeres ou tristezas. O presente…
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Richard Dawkins – Todos Vamos Morrer

Arte: Gavin Aung – 2012 REPUBLICAÇÃO: Arte originalmente publicada na página em 27/02/2016
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Ana Martins Marques – Finados

Leia “Finados”, de Ana Martins Marques, um poema comovente sobre luto, memória, infância e as formas pelas quais os mortos permanecem entre nós.
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Cassiano Ricardo – 2ª Aula na Jaula

1 Ícaro morreu,não por voar junto ao Sol mas de obsoleto pelos robôs levadoem seu caixão preto os mitos de hojeconversam comigo na rua.Convidam-me a assis- tir a Antonioni no cinemaem plena iconosfera. Tudo o que foi ontem é outra era. 2No Jardim Zoológicouma Lua presa numa enorme jaula de vidro. Com todas as crateras…
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Susan Sontag – De “Sobre Fotografia”

“Todas as fotos são memento mori. Tirar uma foto é participar da mortalidade, da vulnerabilidade e da mutabilidade de outra pessoa (ou coisa). Precisamente por cortar uma fatia deste momento e congelá-lo, toda foto testemunha a dissolução implacável do tempo (…). A fotografia é simultaneamente uma pseudo-presença e um sinal de ausência.” Susan Sontag, em…
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Carlos Drummond de Andrade – Morte das Casas de Ouro Preto

Sobre o tempo, sobre a taipa,a chuva escorre. As paredesque viram morrer os homens,que viram fugir o ouro,que viram finar-se o reino,que viram, reviram, viram,já não vêem. Também morrem. Assim plantadas no outeiro,menos rudes que orgulhosasna sua pobreza branca,azul e rosa e zarcão,ai, pareciam eternas!Não eram. E cai a chuvasobre rótula e portão. Vai-se a…
