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Mario Quintana – Poema da gare de Astapovo

Leão Tolstoi, aos oitenta anos, foge de casa e morre solitário em uma estação de trem. Seu último pensamento: a glória é apenas um chocalho colorido nas mãos trêmulas de um idoso. Leia “Poema da gare de Astapovo”, de Mario Quintana
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Pierre de Ronsard – Ossos, nada mais tenho

Ossos, nada mais tenho, esqueleto pareço,Sem músculos, polpa e nervo, descarnado,Da morte chega a mim o impiedoso chamado,E se ouso olhar meus braços, de medo estremeço. Apolo e o filho seu, mestres de grande apreçoNão podem me curar, por eles fui burlado;Adeus, amável Sol, tenho o olhar turvado.Meu corpo já descamba onde não há regresso.…
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Joan Margarit – Astapovo

De madrugada, Tolstói foge em um trem russo, temendo o inverno e a morte. A morte muda os trilhos sem aviso. – “Astapovo”, de Joan Margarit
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Colette Bryce – Versão Inicial

Nosso embarcação tardou a alcançar Betsaida; os ventos nos oprimiam,rápidos e gelados, e nossas mãos estavam cheias de bolhas dos remos.Tínhamos esgotado nosso estoque de canções e gracejos, com quilômetrosainda por percorrer, quando Jesus falou: disse que estava agachado na praia, sozinho, emuma prece silenciosa, quando, ao olhar para baixo, se surpreendeu –viu sua própria…
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Manuel António Pina – Quinquagésimo ano

“Quinquagésimo ano”, de Manuel António PIna: são muitos dias que passam, e o tempo avança sem pressa. A vida e a literatura se entrelaçam, tornando-se uma só. Restam memórias e livros, mas a busca por sentido continua.
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Sue Boyle – Um Centro de Lazer é também um Templo do Saber

A garota de cor dourada no vestiário femininoestá empenhada em tornar seu corpo mais belo:ela flexionou e tonificou cada músculo com um mergulho matinale removeu os resíduos químicos de piscinausando um esfoliante aromático e suave. Ágil como um leopardo, ela tem estrutura óssea perfeita:sua fenda secreta é tão bem aparada quanto o bigode de um…
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Vasco Gato – Repara nos velhos

Repara nos velhos.Dementes, doridos, restos de casas.Vivem agora a leprade todos nós.Não lhes chegamos.Tresandam.Esquecem.Apoderam-se do nada.E nós, capitosos,brindamos com o vinhoque também elessorveram,desdenhando a morteque, amarga comoa nossa indiferença,haveremosde provar. REPUBLICAÇÃO: poema publicado na página originalmente em 16/07/2019 Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e contribua para manter a poesia viva em…
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Theodore Roethke – Elegia para Jane

Elegia para Jane(minha aluna, arremessada por um cavalo) Lembro-me dos cachos no pescoço, frouxos e úmidos como gavinhas;E de seu olhar ligeiro, peixinho sorrindo de soslaio;E como, quando começava a falar, as sílabas leves saltavam por ela.E ela se equilibrava no deleite de seu pensamento,Uma carriça, feliz, cauda contra vento,Seu canto fazendo tremer os raminhos…
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William Butler Yeats – As quatro idades do homem

Com seu corpo principiou uma rinhaO corpo venceu; ereto ele caminha. Ele lutou então com o coração;Sua inocência e sua paz já se vão. Ele combateu depois usando a mente;Ficou pra trás o coração insolente. Agora suas guerras são com Jeová;Ao soar a meia-noite Ele vencerá Trad.: Nelson Santander REPUBLICAÇÃO: poema publicado na página originalmente…
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Ed Madden – Sacrifício

“Sacrifício”, um poema de Ed Madden que revisita o mito bíblico para revelar a ferida íntima onde fé e amor se confrontam sem a intervenção do divino.