Categoria: Poesia em Língua Espanhola
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Juan Vicente Piqueras – Oração do descrente

O importante é rezar, não importa a quem,que as perguntas sejam as oraçõesdo pensamento, plantem sua sementeem nossa solidão, e não haja pazque, à força de insistir, seja capazde não existir, não tenha outro remédiosenão acudir à voz de quem a chama. Que deus não exista, acasoé razão para nele não crer? Deus é o…
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Susana Cattaneo – Quando já não estiver…

Quem porá o pésobre a marca que o meu deixou?Quem olhará estas árvoresonde meus olhos deixaram sinais?Alguém ouvirá cantar um pássaroque será outro.Alguém respirará os mesmos pinheirosde um verde mais cansado.A vida será uma folha em brancoe não poderei timbrá-la com minha palavra. Trad.: Nelson Santander REPUBLICAÇÃO: poema originalmente publicado na página em 05/05/2020 Mais…
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Juan Vicente Piqueras – Lençóis herdados

“Lençóis Herdados”, um poema de Juan Vicente Piqueras que explora as feridas e heranças invisíveis que moldam nossa existência, revelando, entre metáforas sutis, o peso do destino e a busca por liberdade dentro das sombras de uma tradição silenciosa.
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José Infante – Remorsos ao iniciar um novo ano

“Remorsos ao iniciar um novo ano”, um poema de José Infante sobre o peso do passado, a busca por redenção e a solidão no início de um novo ano.
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Raquel Lanseros – Oração

“Oração”, um poema de Raquel Lanseros em que a poeta clama por preservar a sensibilidade e a esperança, recusando o ceticismo e o cinismo que endurecem o coração e apagam a essência vibrante da vida.
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Juan Vicente Piqueras – Visível e Invisível

“Visível e Invisível”, um poema de Juan Vicente Piqueras que explora a fragilidade das relações humanas e a dor da ausência, revelando como as memórias podem se dissolver na névoa do tempo, transformando amigos em sombras que vagam em nosso passado.
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José Infante – Corpo estranho

“Corpo Estranho”, de José Infante: o texto explora a experiência do envelhecimento, expressando estranheza em relação às mudanças físicas e à desconexão com o eu interior.
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Nicanor Parra – Último brinde

“Último Brinde”, um poema de Nicanor Parra que reflete sobre as opções limitadas da vida, explorando a transitoriedade do tempo e a inevitabilidade da morte, convida o leitor a um brinde melancólico ao que nunca chega.
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Roberto Juarroz – Assim como não podemos

Assim como não podemossustentar por muito tempo um olhar,tampouco podemos sustentar por muito tempo a alegria,a espiral do amor,o gratuidade do pensamento,a terra em suspensão no cântico. Não podemos sequer sustentar por muito tempoas proporções do silêncioquando algo o visita.E menos aindaquando nada o visita. O homem não pode sustentar por muito tempo o homem,nem…
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Joan Margarit – No museu

Agacha-se junto ao menino e aponta para o quadro.Com um gesto solene, comprime o punhoe tenta explicar a força queacredita ver na pintura.Esta velha obsessão de transmitiraos pequenos nossos pobres recursos.Atento, o menino observa com temor.Talvez pressinta a solidão que se ocultanos gestos, na retórica da arte.Temos sempre a verdade diante de nós,mas, assim como…