Categoria: Poesia em Língua Espanhola
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José Infante – Esquecimento ou desmemoria?

“Esquecimento ou desmemoria?”, um poema de José Infante sobre a perda devastadora da memória, o impacto emocional do Alzheimer, e a luta entre lembrar e esquecer, explorando a dor da desorientação e a busca desesperada por identidades perdidas.
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Mariana Spada – Bratislava

“Bratislava”, um poema de Mariana Spada em que uma jornada de trem se transforma em uma meditação íntima sobre o tempo e a transitoriedade, revelando a beleza efêmera do presente e os emaranhados do passado.
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Jorge Luis Borges – Remorso por qualquer morte

Livre da memória e da esperança,Ilimitado, abstrato, quase futuro,O morto não é um morto: é a morte.Como o Deus dos místicos,A quem se devem negar todos os predicados,O morto, onipresentemente alheio,Não é senão a perdição e a ausência do mundo.Tudo lhe roubamos,Não lhe deixamos nem uma cor, nem uma sílaba:Aqui está o pátio que seus…
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Ida Vitale – Peixe na água

“Peixe na água”, um poema de Ida Vitale em que a imagem simples de um peixe ganha dimensões infinitas, convidando-nos a explorar um universo de profundidade filosófica, onde o eu e o mundo se espelham em camadas de sentido e mistério.
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Ernesto Pérez Vallejo – Com vista para dentro

Não sou o melhor homem que já conheceste,nem metade tão bom quanto os que ainda te restam explorar,nem sequer tenho estudos, e minha vozfalha diante de qualquer um que me olhe nos olhos.Minha tristeza se acentua aos domingos,mas na verdade é meu estado mais habitual.Às vezes sofro de ansiedade,também de raiva;tenho vinte segundos complicados nos…
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Juan Vicente Piqueras – Lázaro se recusa a ressuscitar

Um dia ouvi vozes que vinham de fora.Finalmente!, vozes de fora, pensei – vozes de outrosque levam a luz dentro de si e a revelam,que vem até mim do ar, e não de mim. Vozes que ao se aproximarem, viraram sussurros.Passos que pararam diante da minha porta.Alguém disse: Aqui jaz, como se lesse.Os demais ficaram…
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Rosario Castellanos – Desamor

“Desamor”, um poema de Rosario Castellanos que empreende uma exploração intensa do sentimento de alienação e do vazio emocional.
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Joan Margarit – Último trem

Último tremCrematório de Collserola Se visses a chuva que envernizao verde escuro e espesso do jardim.Teu vagão solitário está chegandoà sala espaçosa, sem adornos,mobiliário, ou luminárias,da Estación de Francia da morte.Só se escuta o murmúrio do motorque arrasta o pesoda infância e da juventude– de teu anônimo tempo, já perdido,que nunca mais será reclamado –,rumo…

