Categoria: Poesia em Língua Espanhola
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Juan Ramón Jiménez – Com tua Voz

Quando eu estiver com as raízes chama-me com tua voz. A mim parecerá que entrou tremendo a luz do sol. Trad.: Nelson Santander Juan Ramón Jiménez – Con tu voz Cuando esté con las raíces llámame tú con tu voz. Me parecerá que entra temblando la luz del sol.
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Francisco Brines – O Triunfo do Amor

Eu te amei em Queroneia. Vivos estávamos. Entre a tristeza arruinada um sopro mortal: estávamos vivos. Séculos se passaram, e outros olhos contemplam as ruínas, ainda intactas. Quem passou por aqui? Apenas o vazio foi o tecido do tempo nesta planície. Eu te amei em Queroneia. Impalpável era o calor das cinzas humanas, e na…
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Joan Margarit – Aventura Doméstica

Sozinho em casa e vasculhando os armários. Encontro um antigo mapa rodoviário, contratos vencidos, esferográficas que já não escreverão nenhuma carta, calculadoras com pilhas descarregadas e relógios que o tempo derrotou. No fundo das gavetas, como um rato triste, aninha-se o passado. Vazios, os vestidos pendem como velhas personagens que nos interpretaram. Súbito, encontro também…
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Ricardo Molina – Convite à Felicidade

Es dulce ser amado pero amar, oh dioses, qué ventura… Goethe Ama-me agora que tenho os cabelos pretos e uma coroa de junco e o perfume da água e da esteva nos braços nus. Ama-me agora que tenho nos olhos a suave chama da tarde e a graça do sorriso e a leve frescura dos…
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Josep M. Rodríguez – Talvez Amor

“Talvez Amor”, um poema de Josep M. Rodríguez que encontra, na banalidade chuvosa da cidade, a possibilidade secreta de encontros que podem transformar-se em amizade, amor ou resistência à dor.
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Joan Margarit – A Espera

Tantas coisas estão sentindo tua falta. Assim preenchem-se os dias, instantes feitos de esperar por tuas mãos, de sentir falta de tuas pequenas mãos, que pegaram nas minhas tantas vezes. Temos de nos acostumar com tua ausência. Um verão já passou sem teus olhos e o mar também haverá de acostumar-se. Tua rua, ainda por…
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Jaime Sabines – Algo sobre a Morte do Major Sabines

Primeira Parte I Deixa-me repousar, relaxar os músculos do coração e colocar a alma para dormir para poder falar, para poder recordar estes dias, os mais longos dos tempos. Mal convalescemos da angústia e estamos fracos, assustados, despertando duas ou três vezes do nosso escasso sonho para ver-te na noite e saber que respiras. Precisamos…
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Joan Margarit – A moça do semáforo

Tens a mesma idade que eu tinha quando comecei a sonhar em encontrar-te. Então ignorava, assim como tu o ignoras, que o amor se transforma na arma carregada de solidão e de melancolia que agora está apontada para ti nos meus olhos. Tu és a moça que busquei durante tanto tempo quando ainda não existias.…
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Alfonsina Storni – Leva-me

Quero esquecer que vivo: leva-me a algum lugar; Ata-me a tua alma; a alva a brilhar. Toma-me pelas mãos como em um branco casulo E mostra-me aos deuses com glória e com orgulho. Leva-me! É uma noite muito negra e sombria!… A morte caça pelo mundo tal qual harpia. Faz-me esquecer o muito que me…
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Amalia Bautista – Ver o Sol

Leia “Ver o Sol”, de Amalia Bautista, um poema breve e intenso sobre desilusão amorosa, percepção e as difíceis verdades da experiência humana.