Tag: Vida
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Ferreira Gullar -Aprendizado

Do mesmo modo que te abriste à alegria abre-te agora ao sofrimentoque é fruto delae seu avesso ardente. Do mesmo modo que da alegria foste ao fundo e te perdeste nela e te achaste nessa perda deixa que a dor se exerça agorasem mentirasnem desculpas e em tua carne vaporize toda ilusão que a vida…
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Jack Gilbert – Não a felicidade, mas a consequência da felicidade

Jack Gilbert desloca a atenção da felicidade para o que ela deixa depois de vivida. O poema observa marcas, perdas e mudanças produzidas por uma alegria real, recusando tanto a celebração fácil quanto o desespero absoluto.
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Mário Quintana – Pequeno Poema Didático

O tempo é indivisível. Dize,Qual o sentido do calendário?Tombam as folhas e fica a árvore,Contra o vento incerto e vário. A vida é indivisível. MesmoA que se julga mais dispersaE pertence a um eterno diálogoA mais inconseqüente conversa. Todos os poemas são um mesmo poema,Todos os porres são o mesmo porre,Não é de uma vez…
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Amadeu Amaral – Névoa

Tudo isto há de passar, decerto, muito em breve…Branca névoa sutil, ir-se-á quando o sol nasça;branco sonho de amor, passará, como passapelas ondas em fúria uma garça de neve. Passará dentro em pouco, imitando a fumaçaque se evola e se esvai nas curvas que descreve.Fumaça de ilusão, força é que o vento a leve,força é…
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Jules Supervielle – A ponta da chama

“A Ponta da Chama,” um poema de Jules Supervielle em que a busca pela prova da própria existência se desenha no gesto de tocar a luz, enquanto a morte traz um silêncio que resguarda esse mistério.
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Natasha Trethewey – Teorias sobre o tempo e o espaço

“Teorias sobre o tempo e o espaço,” um poema de Natasha Trethewey em que a jornada por paisagens familiares e esquecidas revela memórias soterradas, ecos de identidade e o peso silencioso da passagem do tempo.
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Marina Tzvietáieva – Abro as veias

“Abro as Veias”, um poema de Marina Tzvietáieva sobre o fluxo incessante e inexorável da própria essência, que, ao se esvair, encontra sua força mais profunda e seu destino inevitável na poesia.
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Lisel Mueller – Monet recusa a cirurgia

*”Monet Recusa a Cirurgia”*, um poema de Lisel Mueller sobre a luta entre a clareza objetiva e a visão artística, onde a passagem do tempo transforma o mundo em um espaço de fusões e conexões invisíveis, reveladas apenas ao olhar de quem aprendeu a ver além da superfície.
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Helen Dunmore – O caule da minha vida foi cortado

“O caule da minha vida foi cortado”, de Helen Dunmore: uma delicada e poderosa reflexão sobre a vida e a morte, narrada a partir de uma perspectiva que associa a vida humana à de uma flor. Um poema sobre aproveitar a beleza no agora, sobre a aceitação da morte como parte natural da vida, e…
