Tag: Espiritualidade
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Sharon Olds – Sexo sem amor

Como conseguem fazer isso, os que fazem amorsem amor? Belos como bailarinos,deslizando um sobre o outro como patinadoresno gelo, dedos enganchadosnos corpos um do outro, rostosvermelhos como carne, vinho, molhados como ascrianças recém-nascidas que serão entregues pelasmães. Como eles conseguem chegar achegar a chegar a Deus chegar àságuas calmas e não amaraquele que chegou até…
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Joan Margarit – No museu

Agacha-se junto ao menino e aponta para o quadro.Com um gesto solene, comprime o punhoe tenta explicar a força queacredita ver na pintura.Esta velha obsessão de transmitiraos pequenos nossos pobres recursos.Atento, o menino observa com temor.Talvez pressinta a solidão que se ocultanos gestos, na retórica da arte.Temos sempre a verdade diante de nós,mas, assim como…
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Konstantinos Kaváfis – A cidade

Dizes: “Eu vou para outras terras, eu vou para outro mar.Hão de existir outras cidades melhores do que esta.De todo o esforço feito – estava escrito – nada restae sepultado qual um morto eu tenho o coração.Até quando vai minha alma ficar nesta inação?Onde quer que eu olhe, para onde quer que eu volte a…
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Lope de Vega – Desmaiar, ousar, ficar furioso

“Desmaiar, ousar, ficar furioso”, um poema de Lope de Vega que explora as intensas contradições e os extremos apaixonados do amor, revelando seus paradoxos e mistérios com uma profundidade arrebatadora.
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Juan Vicente Piqueras – História universal

“História Universal”, um poema de Juan Vicente Piqueras que reflete sobre a jornada íntima e universal do homem, capturando a beleza efêmera e as contradições profundas da vida.
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José Infante – A ausência

“A Ausência” de José Infante retrata a persistência dos amantes ausentes em memórias dolorosas e a presença constante da solidão, mesmo na lembrança de momentos passados.
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Alberto Ríos – Manhã de dezembro no deserto

Leia “Manhã de dezembro no deserto”, de Alberto Ríos, um poema contemplativo sobre o cosmos, a natureza e o espanto diante da existência.
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Jules Laforgue – O silêncio azul

“O silêncio azul”, um poema de Jules Laforgue sobre a efemeridade da existência humana diante da imensidão do universo, onde a vida e suas criações se perdem no vasto silêncio do tempo e do espaço.
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Maria Popova – Último da Espécie

O chilrear sincopadodo último Moho braccatus –um pequeno pássarohavaiano já extinto –foi extraído de uma bobinano arquivo de som da biblioteca britânica.Depois que séculos de humanossilenciaram sua espécie com a civilização,depois que um furacãomatou a última fêmea em 1982,só restou ele para cantar a canção final de sua espécie —um chamado de acasalamento paraum mundo…
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Thomas Ligotti – Memento

Você pretendia cuidar de tudoe organizar seus assuntos.Mas o inesperado aconteceue não houve tempo. Mais tarde, os entes queridos vieram,se desfizeram de algumas coisase deixaram outras de lado:lembranças ou objetos de valor. Eles choraram por um velho penteque ainda tinha alguns cabelosenrolados entre os dentes.Mas também riram um pouco. Então alguém encontrou o que você…