Categoria: Poema
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Ada Limón – Notas sobre o Subterrâneo

“Notas sobre o Subterrâneo”, um poema de Ada Limon que transforma uma caverna em interlocutora filosófica para investigar desejo, mortalidade e pertencimento.
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Joan Margarit – A moça do semáforo

Tens a mesma idade que eu tinhaquando comecei a sonhar em encontrar-te.Ignorava então, assim como tu ignoras,que o amor se transforma na arma carregadade solidão e melancoliaque aponta agora para ti em meus olhos.Tu és a moça que busqueidurante tanto tempo, quando ainda não existias.E eu o homem a quem, um dia,desejarás que oriente teus…
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Matthew Rohrer – Não há absolutamente nada mais solitário

Não há absolutamente nada mais solitáriodo que o pequeno Mars Rover,sempre em funcionamento, escavandorochas, tão longe da Bond streetsob a chuva suave. Será queele emite pequenos bipes? Se sim,ele é ainda mais solitário. Ele dispara laserna poeira. Ele engasga. Algo brilhante na areia revela-se ser dele. Trad.: Nelson Santander There Is Absolutely Nothing Lonelier There…
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Alfonsina Storni – Leva-me

Quero esquecer que vivo: leva-me a algum lugar;Ata-me a tua alma; a alva a brilhar. Colhe-me entre tuas mãos como em um branco casuloE mostra-me aos deuses com glória e com orgulho. Leva-me! É uma noite muito escura e sombria!…A morte caça pelo mundo tal qual harpia. Faz-me esquecer o peso que carrego nos ombrosEssa…
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Stanley Kunitz – Cometa de Halley

A srta. Murphy, da primeira série,escreveu o nome dele no quadro negrocom giz e nos contou que eleviajava rugindo pelas trajetórias de tempestadesda Via Láctea a uma velocidade aterrorizante,e que se ele desviasse do seu curso e colidisse com a terranão haveria aula no dia seguinte.Um pregador das colinas, de barba ruivae com uma expressão…
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Angela Figuera Aymerich – Princípio e Fim (na morte de minha mãe)

Já tenho minhas raízes debaixo da terra.Já um pouco morta contigo, mãe,há algo da minha vida que se decompõecontigo, com teus ossos delicados,com tuas veias azuis, com teu ventreque côncavo sofreu, dando-me forma.Na ignorância, mãe, não no pecadomostraste-me como a vida brota.Como a carne floresce e se divideno centro sagrado da mulher.Pequena e frágil foste.…
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Izumi Shikibu – [Venha logo]
![Izumi Shikibu – [Venha logo]](https://singularidadepoetica.art/wp-content/uploads/2023/04/cerejeira.jpg)
Venha logo — assimque se abrirem essas pétalas,elas cairão.Este mundo existe comoa luz do orvalho nas flores. Trad.: Nelson Santander (a partir da versão do poema em inglês vertida por Jane Hirshfield e Mariko Aratani) N. do T.: Izumi Shikibu foi uma poetisa japonesa que viveu no final do período Heian, entre os séculos X…
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Spencer Reece – Portofino

Prometa-me que não esquecerá de Portofino.Prometa-me que encontrará a ilusão de óticanas paredes do Splendido.As paredes que criam uma cena inacessível. Talvez assim compreenda esse anseiopor permanência que mencionei tantas vezes.Do outro lado do porto? Uma capela amarela. Um penhasco.Prometa-me que testemunhará o dia se dissipar. E quando os telhados escurecerem, quando as estrelas vagarematé…
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José María Zonta – Não entres como turista no coração de uma mulher

“Não entres como turista no coração de uma mulher”, um poema de José María Zonta que transforma o amor em território sagrado, exigindo entrega autêntica e cuidado diante da vulnerabilidade do outro.
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Jesús Jiménez Domínguez – A Ponte no Nevoeiro

Detenho-mea meio do caminhoe ouço. Num extremoaquele que fui grita-me:Espera-me! No outro,aquele que serei sussurra-me:Segue-me. E a ponte, eterna,não aguenta o peso dos três. Trad.: Maria Sousa REPUBLICAÇÃO: poema publicado na página originalmente em 04/10/2018 El Puente en la Niebla Me detengoa mitad del recorridoy escucho. En un extremoaquel que fui me grita:¡Espérame! En el…