Mês: fevereiro 2016
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Algernon Charles Swinburne – Um Amigo Morto

Leia “Um Amigo Morto”, de Algernon Charles Swinburne, uma comovente elegia sobre amizade, memória e a permanência do amor após a morte.
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Machado de Assis – Memórias Póstumas (último capítulo)

Talvez o melhor capítulo final da literatura brasileira:Entre a morte do Quincas Borba e a minha, mediaram os sucessos narrados na primeira parte do livro. O principal deles foi a invenção do emplasto Brás Cubas, que morreu comigo, por causa da moléstia que apanhei. Divino emplasto, tu me darias o primeiro lugar entre os homens,…
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Pierre Corneille – Estrofes para a bela marquesa

Marquesa, se minha face A ti parece mais velha, Espera que o tempo passe Que verás a que te espelha. O tempo, contra o vigor Das coisas belas, protesta, E há de te fanar a flor Tal qual enrugou-me a testa. Noite e dia tudo flui, Rege-nos a mesma lei, Se veem em ti o…
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Alberto Caeiro – Há Metafísica demais em não Pensar em Nada

Não acredito em Deus porque nunca o vi. Se ele quisesse que eu acreditasse nele, Sem dúvida que viria falar comigo E entraria pela minha porta dentro Dizendo-me, Aqui estou! (Isto é talvez ridículo aos ouvidos De quem, por não saber o que é olhar para as coisas, Não compreende quem fala delas Com o…
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Jorge Luis Borges – O Suicida

Não ficará na noite uma estrela. Não ficará a noite. Morrerei e comigo a suma Do intolerável universo. Apagarei as pirâmides, as medalhas, Os continentes e as caras. Apagarei a acumulação do passado. Farei pó a história, pó o pó. Estou olhando o último poente. Ouço o último pássaro. Lego o nada a ninguém. Trad.:…
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Mário Quintana – O Morto

Eu estava dormindo e me acordaram E me encontrei, assim, num mundo estranho e louco… E quando eu começava a compreendê-lo Um pouco, Já eram horas de dormir de novo!