Tag: Amor
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Georg Trakl – De Profundis

Há um restolhal, onde cai uma chuva negra. Há uma árvore marrom, ali solitária. Há um vento sibilante, que rodeia cabanas vazias. Como é triste o entardecer Passando pela aldeia A terra órfã recolhe ainda raras espigas. Seus olhos arregalam-se redondos e dourados no crepúsculo, E seu colo espera o noivo divino. Na volta Os…
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Darcy Ribeiro – Amor

“Amor”, um poema de Darcy Ribeiro Quero um amor alucinado, depravado, tarado. Amor inteiro, de corpo-a-corpo, enlaçados. Amor sem reserva, que a tudo se entrega, lancinante. (…)
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Vinicius de Moraes – Soneto de Maio

Suavemente Maio se insinua Por entre os véus de Abril, o mês cruel E lava o ar de anil, alegra a rua Alumbra os astros e aproxima o céu. Até a lua, a casta e branca lua Esquecido o pudor, baixa o dossel E em seu leito de plumas fica nua A destilar seu luminoso…
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Manuel Bandeira – O Último Poema

Assim eu quereria meu último poema Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.
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Silvio Rodriguez – Pequeña Serenata Diurna

(intérprete: Silvio Rodriguez) Vivo en un país libre cual solamente puede ser libre en esta tierra, en este instante yo soy feliz porque soy gigante. Amo a una mujer clara que amo y me ama sin pedir nada o casi nada, que no es lo mismo pero es igual Y si esto fuera poco, tengo…
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Do Remorso Pela Traição

Não existe sentimento de culpa quando o assunto é traição amorosa. Se vemos alguém se lamentando, arrependido da traição descoberta, isso não é remorso, mas auto-piedade pela súbita constatação de que seus atos trar-lhe-ão consequências indesejáveis. Não se espere daquele que há meia hora delirava nos braços de um amante que experimente algo além de…
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Algernon Charles Swinburne – Uma Despedida

Leia “Uma Despedida”, de Algernon Charles Swinburne, um poema lírico sobre amor não correspondido, despedida e a beleza melancólica da renúncia.
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William Butler Yeats – Quando Estiveres Grisalha e com Sono…

Quando estiveres grisalha e com sono, Dormitando ante o fogo, lê meu livro Bem lentamente e lembra o sensitivo Olhar que tinhas de suave abandono. Muitos amaram tuas alegrias, Tua beleza; mas só num culmina O amor por tua alma peregrina E a mágoa que teu rosto pressentia. Reclina-te ante as chamas; e ao vê-las…