Categoria: Poesia em Língua Portuguesa
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Nuno Júdice – Fotografia

Naquilo a que o jornal chama um nu sulfuroso deatget (1925) a mulher está de gatas em cima da cama,e olha para trás, de esguelha, como se quisessemostrar-se ao fotógrafo, por um lado, e esconder-sede nós, por outro. Mas quando a olhamos, adivinha-seum sorriso que, não se sabe porquê, se esbate comessa espécie de névoa…
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Andreia C. Faria – Descarnação

Até aos trinta anos tens a cara que Deus te deu. Depois tens a cara que mereces. É uma promessa de ironia, uma sentença sem recurso. É-te assim dito: estás entregue ao labor íntimo do que comes, ao número de horas que dormes, àquilo que fazes e sobretudo àquilo em que pensas. Deus (perdoa-lhe a…
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Herberto Helder – A Paixão Grega

Li algures que os gregos antigos não escreviam necrológios,quando alguém morria perguntavam apenas:tinha paixão?quando alguém morre também eu quero saber da qualidade da sua paixão:se tinha paixão pelas coisas gerais,água,música,pelo talento de algumas palavras para se moverem no caos,pelo corpo salvo dos seus precipícios com destino à glória,paixão pela paixão,tinha?e então indago de mim se…
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Carlos Alberto Machado – Mapa de Desencontros

I Abrigo-te mais uma vez há muito tempo disseste aqui hei-de morrer voltas sempre a esta morada ris-te e partes no telhado frágil caem as primeiras águas de Inverno. II Deus encontrou-te eu sei apaixonou-se pelos teus olhos verdes (há fados assim) à sombra das velhas árvores dás-lhe a mão e passeiam deve ser em…
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Renata Correia Botelho – O Vento a Rondar os Dragoeiros

O Vento a Rondar os Dragoeiros, um poema de Renata Correia Botelho




