Categoria: Poesia em Língua Espanhola
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José María Zonta – Não entres como turista no coração de uma mulher

“Não entres como turista no coração de uma mulher”, um poema de José María Zonta que transforma o amor em território sagrado, exigindo entrega autêntica e cuidado diante da vulnerabilidade do outro.
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Jesús Jiménez Domínguez – A Ponte no Nevoeiro

Detenho-mea meio do caminhoe ouço. Num extremoaquele que fui grita-me:Espera-me! No outro,aquele que serei sussurra-me:Segue-me. E a ponte, eterna,não aguenta o peso dos três. Trad.: Maria Sousa REPUBLICAÇÃO: poema publicado na página originalmente em 04/10/2018 El Puente en la Niebla Me detengoa mitad del recorridoy escucho. En un extremoaquel que fui me grita:¡Espérame! En el…
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Otto D’Sola – Plenitude

Da formiga à estrela mais alta, fomos capazes de tecer uma longa história que nunca acabará;da rocha aos pinhais,dos pântanos ao berço de um tênue vento recém-nascido, fomos capazes de dar ao solo duro e seco a alegria de contemplar uma estrela e uma flor aberta. Permeada de canções, beijos e mariposas, nossa história é…
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Joan Margarit – Era Rubra

A Àlex Susanna Levaste tanto tempo para aprenderque chegas tarde ao grande amor:nunca viveste uma era de ouro.As rosas de Ronsard*jamais perfumarão teu olhar,nenhum outono desfolharámorosas pétalas nos braços de ninguém.Com negligência ocultas os espelhoscomo se fazia nas casasonde havia um defunto.Não voltam as mulheres com as quaistrocaste anos de solidãopor um fugaz momento de…
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Joan Margarit – A partida
Definitivamente, este é o meu Outono,um tempo de alianças impossíveis,a era rubra de todos os perigospara homens maduros e mulheres solitárias.A era do adultério e da desmemóriasem nenhuma esperança, a era do gelo,a partida final contra mim mesmo.Permaneço à mesa, sem esperar pela sorte,já não há chances neste jogo.É o tempo de jogar paciênciacom as…
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Tamara Kamenszain – O Eco de Minha Mãe

“O Eco de Minha Mãe”, um poema de Tamara Kamenszain que aborda a experiência de cuidar da mãe em meio à perda da linguagem e da memória, refletindo sobre desamparo, inversão de papéis e o escândalo íntimo da gramática diante do esquecimento.
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José Mateos – In Memoriam

Para Pedro Sevilla Sempre, diante da dor, estamos sozinhos,não se deseja viver, e tu sabes disso.Há um instante, na penumbra de um quarto de hospital, viste a mão hirta,seu rosto afundado que o lençol ocultou.E foi como olhar-se num espelhoe perceber que somos menos que essa ausência,menos que a névoa que o ar dissipa. Eu…
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Joan Margarit – Ulisses nas águas de Ítaca

Estás chegando à ilha e agora sabeso que é o acaso. Viver, o que significa.Teu arco será pó em uma prateleira.Pó será o tear e a peça que ele tece.Os pretendentes, que no pátioacamparam,são sombras dos sonhos de Penélope.Estás chegando à ilha enquanto o mararrebenta nas rochas da costa,como faz o tempo com a Odisseia.Ninguém…
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Víctor Botas – “Collige, virgo, rosas”

Não faltam os que suponham que em sessentabilhões de anos estaremos de voltaao mesmo estado de agora (ao que parece,o Espaço se dilata para logo,elástico, contrair-se e mais uma vezdilatar-se), repetindotu, as profundidades desses olhos,eu, este esperar a morte de tuamão agonizante nas minhas, aquimesmo, precisamente neste lugar. Mas, casoseja tudo uma farsa e nunca…
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Luis Alberto de Cuenca – “Collige, virgo, rosas”

Moça, colhe as rosas, não esperes a manhã.Corta-as sem hesitar, sem comedimento,sem parar para pensar se são boas ou más.Que não reste nenhuma. Poda os roseiraisque encontrares pelo caminho e deixa os espinhospara tuas colegas do colégio. Desfrutada luz e do ouro enquanto podes e consagratua beleza a esse deus rechonchudo e melancólicoque passeia pelos…