Categoria: Poesia em Língua Espanhola
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Juan Ramón Jiménez – Com tua Voz

Quando estiver entre as raízeschama-me com tua voz.Vai me parecer que entra,tremulando, a luz do sol. Trad.: Nelson Santander REPUBLICAÇÃO, com alterações na tradução: poema publicado originalmente na página em 23/11/2018 Con tu voz Cuando esté con las raícesllámame tú con tu voz.Me parecerá que entratemblando la luz del sol.
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Jorge Luis Borges – Maio 20, 1928

Agora é invulnerável como os deuses. Nada na terra pode feri-lo, nem o desamor de uma mulher, nem a tísica, nem as ansiedades do verso, nem essa coisa branca, a lua, que já não precisa fixar em palavras. Caminha lentamente sob as tílias; olha as balaustradas e as portas, não para recordá-las. Já sabe quantas…
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Jaime Sabines – Sobre a Morte do Major Sabines

Primeira Parte I Deixa-me repousar,relaxar os músculos do coraçãoe colocar a alma para dormirpara poder falar,para poder recordar estes dias,os mais longos dos tempos. Mal convalescemos da afliçãoe estamos fracos, assustados,despertando duas ou três vezes do nosso escasso sonhopara ver-te na noite e saber que respiras.Precisamos despertar para estar mais despertosdeste pesadelo repleto de gente…
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Joan Margarit – A moça do semáforo

Tens a mesma idade que eu tinhaquando comecei a sonhar em encontrar-te.Ignorava então, assim como tu ignoras,que o amor se transforma na arma carregadade solidão e melancoliaque aponta agora para ti em meus olhos.Tu és a moça que busqueidurante tanto tempo, quando ainda não existias.E eu o homem a quem, um dia,desejarás que oriente teus…
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Alfonsina Storni – Leva-me

Quero esquecer que vivo: leva-me a algum lugar;Ata-me a tua alma; a alva a brilhar. Colhe-me entre tuas mãos como em um branco casuloE mostra-me aos deuses com glória e com orgulho. Leva-me! É uma noite muito escura e sombria!…A morte caça pelo mundo tal qual harpia. Faz-me esquecer o peso que carrego nos ombrosEssa…
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Angela Figuera Aymerich – Princípio e Fim (na morte de minha mãe)

Já tenho minhas raízes debaixo da terra.Já um pouco morta contigo, mãe,há algo da minha vida que se decompõecontigo, com teus ossos delicados,com tuas veias azuis, com teu ventreque côncavo sofreu, dando-me forma.Na ignorância, mãe, não no pecadomostraste-me como a vida brota.Como a carne floresce e se divideno centro sagrado da mulher.Pequena e frágil foste.…
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José María Zonta – Não entres como turista no coração de uma mulher

“Não entres como turista no coração de uma mulher”, um poema de José María Zonta que transforma o amor em território sagrado, exigindo entrega autêntica e cuidado diante da vulnerabilidade do outro.
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Jesús Jiménez Domínguez – A Ponte no Nevoeiro

Detenho-mea meio do caminhoe ouço. Num extremoaquele que fui grita-me:Espera-me! No outro,aquele que serei sussurra-me:Segue-me. E a ponte, eterna,não aguenta o peso dos três. Trad.: Maria Sousa REPUBLICAÇÃO: poema publicado na página originalmente em 04/10/2018 El Puente en la Niebla Me detengoa mitad del recorridoy escucho. En un extremoaquel que fui me grita:¡Espérame! En el…
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Otto D’Sola – Plenitude

Da formiga à estrela mais alta, fomos capazes de tecer uma longa história que nunca acabará;da rocha aos pinhais,dos pântanos ao berço de um tênue vento recém-nascido, fomos capazes de dar ao solo duro e seco a alegria de contemplar uma estrela e uma flor aberta. Permeada de canções, beijos e mariposas, nossa história é…
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Joan Margarit – Era Rubra

A Àlex Susanna Levaste tanto tempo para aprenderque chegas tarde ao grande amor:nunca viveste uma era de ouro.As rosas de Ronsard*jamais perfumarão teu olhar,nenhum outono desfolharámorosas pétalas nos braços de ninguém.Com negligência ocultas os espelhoscomo se fazia nas casasonde havia um defunto.Não voltam as mulheres com as quaistrocaste anos de solidãopor um fugaz momento de…