Categoria: Nelson Santander – Traduções
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Sarah Freligh – Maravilhoso

Estou voltando da escola quando o rádiofala de E.B. White1, seu aniversário, e eu saiodo aqui e agora da rodovia na hora do rush, e viajo de volta ao passado, onde minha mãe está lendopara mim e minha irmã a parte em que Charlotte2 põe seus ovose morre, e embora esta seja a quinta vez…
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Katie Ford – Terra

Se você honrasse os mortos,lembrando onde eles morreram,a esta hora, amanhã,não haveria por onde andar. Trad.: Nelson Santander Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e contribua para manter a poesia viva em nosso blog Earth If you respect the dead and recall where they died by this time tomorrow there will be…
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Laura Kasischke – A Palma

Vejo que você terá uma vida comum, talveztenha filhos, talvez se case comum homem amável, mas pouconotável. Háuma viagem simples à sua espera(Cataratas do Niágara? Parque Yellowstone?). Façaessa viagem. Tomeas decisões que tiver de tomar: pintede azul o banheiro de cima, mude-separa Wisconsin. Não importa.Mas aqui, aqui nesta linha, nesta linhacomo uma cicatriz junto ao…
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Judith Viorst – Na minha idade

Na minha idade, pensei que finalmente seria capaz deTerminar Moby Dick,Esperar a refeição ser servida sem comer o pão,E demonstrar uma tranquila compostura quando estou em um coquetel onde não conheço ninguémE ninguém fala comigo,Em vez de querer correr e me esconder no banheiro. Na minha idade, pensei que finalmente seria capaz de Ler uma declaração…
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Wayne Miller – Parábola da infância

Quando a cadela finalmente morreu, o pai cavou um buraco ao lado da cerca e a enterrou em uma caixa de sapatos. Ela se foi, mas teve uma vida boa, disse a mãe. Não há problema em ficar triste. ________ No dia seguinte, o menino entrou na cozinha carregando a caixa. Ela não se foi. Ela ainda…
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Koleka Putuma – Enterro

Nós nos revezávamos para enterrar uns aos outros, animados por estar sob o peso da areia em nossos trajes de banho, com apenas nossas cabecinhas espiando por cima. Quem fazia o papel da mãe do falecido se lamentava histericamente. Todos queríamos uma chance de interpretar a mãe do falecido, para que pudéssemos soluçar dramaticamente e…
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Philip Levine – Nosso vale

Não vemos o oceano, nunca, mas em julho e agosto,quando o pior do calor parece emanar da dura argiladeste vale, pode-se estar caminhando por um pomar de figueirasquando de repente o tempo esfria, e, por um momento,é possível sentir o aroma de sal, e nesse momento, quase se podecrer que algo está esperando além da…
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Rigoberto González – Casa

Não sou sua mãe, não me comovereicom o sofrimento ou a gratidão de homensque lamentam como órfãos à minha porta.Não sou uma igreja. Não respondo àsorações, mas nunca as rejeito. Entre e ajoelhe-se, sente-se ou fique de pé,o peso de seu fardo não diminuirá,não importa o tempo de sua permanência.Diga-me o que quiser, eu tenho…
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Javier Salvago – No verso de uma velha fotografia

“No verso de uma velha fotografia”, um poema de Javier Salvago que evoca memórias de um tempo intocado pelas grandes transformações e eventos históricos que moldaram o mundo moderno, questionando o significado da liberdade e da passagem do tempo.
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Pattiann Rogers – Expressão Cósmica

Quase tudo o que conheço se regozijaem nascer — não apenas a orangetip do deserto1,na flor entrelaçada ou na tansy2, sacudindode suas asas a umidade do parto, mas também a toutinegradescoberta fazendo seu ninho, a cabeça inclinada para o céu,e o gambá-do-mel, o gambá pigmeu,polegares cegos e sem pelos de avançar, pressionar e separar. Quase…