Categoria: Nelson Santander – Traduções
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Brian Turner – Quão brilhante é

Abril. E o ar secoComo as espáduas de um búfalo-d’água. Gafanhotos arranham a terra,esfregam as asas com pernas finas,irrompendo à frente dos soldadosem voos rasantes em arco, as asas um borrão. Os soldados já não percebem,veem apenas os escombros das ruas,corpos cobertos por lençóis, e o sol,quão brilhante é, quão duro e plano e branco.…
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David Ignatow – Para a minha filha

Quando eu morrer, escolhe uma estrelae dá-lhe o meu nomepara que saibas quenão te abandoneinem te esqueci.Foste para mim uma estrela,guiando-me pelo teu nascimentoe infância, minha mãona tua mão. Quando eu morrer,escolhe uma estrela e dá-lheo meu nome para que eu possa brilharsobre ti, até que te juntes a mimna escuridão e no silênciojuntos. Trad.:…
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Jack Gilbert – Dali até aqui

O poema percorre a distância entre um tempo vivido e o presente, observando o que mudou no caminho. Jack Gilbert reúne deslocamento, memória e perda numa passagem que não apaga a continuidade entre o antes e o agora.
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Robinson Jeffers – Falcões feridos

Falcões Feridos I A coluna partida da asa se projeta da espádua coagulada,A asa arrasta-se como um estandarte na derrota,Não mais para usar o céu, apenas para viver com fomeE dor por uns poucos dias: nem gato nem coioteAbreviarão a semana de espera pela morte: há caça sem garras.Ele posta-se sob o carvalho e esperaOs…
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Eliza Griswold – Tigres

“Tigres”, um poema de Eliza Griswold sobre o delicado equilíbrio entre o amor e o desapego, enquanto nos agarramos à vida, rodeados pela ameaça e pela beleza efêmera.
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Kim Addonizio – O momento

“O momento”, um poema em que Kim Addonizio captura um instante revelador e profundamente pessoal que ressoa com temas universais de envelhecimento, perda e a inevitabilidade da morte.
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Kay Ryan – As coisas não deveriam ser tão difíceis

“As coisas não deveriam ser tão difíceis”, um poema de Kay Ryan sobre as marcas invisíveis que uma vida deixa e o desejo de que nossa passagem pelo mundo seja mais tangível.
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Anne Alexander Bingham – É suficiente

“É suficiente”, um poema de Anne Alexandre Bingham sobre uma espécie de eternidade e a conexão profunda entre o eu e o universo.
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José Infante – Não sei se é um sonho

“Não sei se é um sonho”, um poema de José Infante sobre a sensação de estar dividido entre uma existência física e uma morte interior, explorando a complexidade da identidade e a luta com a realidade aparente.
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Joan Margarit – A combinação

Sozinha entre dois infernos— o da liberdade e o da idade —,já não consigo abrir nosso cofre.A porta com seus números giratóriosé a roleta em que já não aposto.Desde o primeiro suspiro conserveia blindada clarezadaquela rosa.Agora, nua em nosso quarto,a janela aberta e a luz apagada,ouço o rumor urbano da noite,enquanto a leve brisa me…