Mês: julho 2025
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Ferreira Gullar – Voltas Para Casa

Depois de um dia inteiro de trabalhovoltas para casa, cansado.Já é noite em teu bairro e as mocinhasde calças compridas desceram para a portaapós o jantar.Os namorados vão ao cinema.As empregadas surgem das entradas de serviço.Caminhas na calçada escura.Consumiste o dia numa sala fechada,lidando com papéis e números.Telefonaste, escreveste,irritações e simpatias surgiram e desapareceramno fluir…
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Nuno Júdice – Amor

“Amor”, um poema de Nuno Júdice sobre a fragilidade da linguagem ao tentar capturar a profundidade das experiências amorosas, revelando o abismo entre o que é vivido e o que é dito.
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Konstantinos Kaváfis – Míris: Alexandria, 340 d. c.

Quando eu soube da tragédia, que Míris estava morto,fui até sua casa, embora eviteentrar nas casas dos cristãos,principalmente em épocas de luto ou de festividades. Fiquei no corredor. Não quisavançar mais para dentro, porque percebique os parentes do morto me olhavamcom evidente surpresa e desagrado. Tinham-no colocado num cômodo amplodo qual, do ponto onde permaneci,eu…
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Robert Bly – O velho cego

“O velho cego”, um poema de Robert Bly em que questionamentos sobre a vida, a natureza e a inevitabilidade da morte se entrelaçam em uma reflexão melancólica e poética, revelando a fragilidade da compreensão humana diante dos mistérios do existir.
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Ezra Pound – Canto LXXXI (fragmentos)

O que amas de verdade permanece,o resto é escória.O que amas de verdade não te será arrancadoO que amas de verdade é tua herança verdadeiraMundo de quem, meu ou delesOu não é de ninguém?Veio o visível primeiro, depois o palpávelElísio, ainda que fosse nas câmaras do inferno,O que amas de verdade é tua herança verdadeiraO…
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Kathleen Spivack – ele jaz imóvel na cama

“ele jaz imóvel na cama”, um poema de Kathleen Spivack que explora a fragilidade do desejo humano e a solidão que permeia as relações quando o amor se torna um eco distante.
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Helen Dunmore – O caule da minha vida foi cortado

“O caule da minha vida foi cortado”, de Helen Dunmore: uma delicada e poderosa reflexão sobre a vida e a morte, narrada a partir de uma perspectiva que associa a vida humana à de uma flor. Um poema sobre aproveitar a beleza no agora, sobre a aceitação da morte como parte natural da vida, e…
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Miller Williams – Poema de amor com torrada

“Poema de amor com torrada”, um poema de Miller Williams que reflete sobre os gestos cotidianos e os desejos humanos — entre o querer que algo aconteça e o tentar evitar perdas — culminando na imagem de um casal que, diante da finitude, partilha o café da manhã como um ato silencioso de amor e…
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Sam Illingworth – Quando desapareceram os manguezais

“Quando desapareceram os manguezais”, de Sam Illingworth: um lamento poético pela perda de um ecossistema ancestral, onde memórias de uma paisagem exuberante ressurgem apenas para revelar os traços de um mundo agora sufocado e em silêncio.
