Mês: julho 2025
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Machado de Assis – A Carolina

Querida, ao pé do leito derradeiroEm que descansas dessa longa vida,Aqui venho e virei, pobre querida,Trazer-te o coração do companheiro. Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiroQue, a despeito de toda humana lida,Fez a nossa existência apetecidaE num recanto pôs um mundo inteiro. Trago-te flores, – restos arrancadosDa terra que nos viu passar unidosE ora mortos nos deixa…
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Ted Kooser – Abutre

“Abutre”, um poema de Ted Kooser que, sob a leveza de um instante efêmero, sussurra segredos sobre a presença de sombras imprevistas, desvelando a fragilidade da vida entre a luz e a escuridão.
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Carlos Pena Filho – A Solidão e sua Porta

Quando mais nada resistir que valhaa pena de viver e a dor de amare quando nada mais interessar,(nem o torpor do sono que se espalha). Quando pelo desuso da navalhaa barba livremente caminhare até Deus em silêncio se afastardeixando-te sozinho na batalha a arquitetar na sombra a despedidado mundo que te foi contraditório,lembra-te que afinal…
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Lucille Clifton – o último dia

“o último dia”, um poema de Lucille Clifton sobre o peso de nossas escolhas coletivas e o olhar inescapável da própria consciência.
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Carlos Drummond de Andrade – Destruição

“Destruição”, um poema de Carlos Drummond de Andrade que desnuda o amor como força devoradora, capaz de anular os amantes e deixar apenas a ferida persistente do que foi vivido.
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Marie Howe – Separação

“Separação”, um poema de Marie Howe em que o encontro fortuito com um passado íntimo num espaço público revela a estranha geometria do que resta após o amor – corpos que antes se conheciam e agora habitam universos paralelos.
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Robinson Jeffers – The Inhumanist (Parte II de “The Double Axe”) (excerto)

Chegará um tempo, sem dúvida,Em que também o sol morrerá; os planetas congelarãoe o ar sobre eles; gases congelados, com flocos de arSerão a poeira: que nenhum vento jamais bulirá:essa poeira mesma a cintilar à luz baixa dos astrosÉ o vento morto, o corpo branco do vento. Também a galáxia morrerá; o brilho da Via…
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Dorianne Laux – Ray aos 14

“Ray aos 14”, um poema de Dorianne Laux sobre a memória nostálgica e delicada de um vínculo entre irmãos, onde a presença do passado ecoa no presente, trazendo à tona o poder de pequenas lembranças que resistem ao tempo.
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Sophia de Mello Breyner Andresen – Traduzido de Kleist

Dizem que no outro mundo o sol é mais brilhanteE brilha sobre campos mais floridosMas os olhos que vêem essas maravilhasSão olhos apodrecidos REPUBLICAÇÃO: poema originalmente publicado na página em 17/02/2016
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Julia Hartwig – Tateando o caminho

“Tateando o caminho”, de Julia Hartwig: uma meditação sobre a beleza daquilo que não foi finalizado, que permanece em aberto e não totalmente revelado.