Tag: Morte
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William Carlos Williams – Entre Muros

alas traseiras do hospital onde nada medra jazem cinzas nas quais cacos verdes brilham garrafa Trad.: Haroldo de Campos
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William Butler Yeats – Morte

Um bicho à morte ignora ânsia e temor; contudo um homem, quando é hora, anseia e teme tudo; morreu vezes sem conta e ergueu-se redivivo. Um grande homem confronta gente homicida, altivo, escarnecendo o corte do alento. Convivera com a morte a vida inteira: o homem criou a morte. Trad.: Nelson Ascher
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Rainer Maria Rilke – Conclusão

A Morte é grande. Nós, sua presa, vamos sem receio. Quando rimos, indo, em meio à correnteza, chora de surpresa em nosso meio. Trad.: Augusto de Campos
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Cassiano Ricardo – Ode Pastoril

A paisagem é minha só porque tenho olhos. O pássaro é meu só porque tenho ouvidos. Amo com a mão as coisas que o estar aqui me deu. No universal verde, sou meu ser, não sou eu. Em meu léxico lírico só existem duas palavras, e uma é irmã da outra: a manhã e o…
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Carlos Drummond de Andrade – Congresso Internacional do Medo

Provisoriamente não cantaremos o amor, que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos. Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços, não cantaremos o ódio porque esse não existe, existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro, o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos, o medo dos soldados, o medo das mães, o medo…
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Carlos Drummond de Andrade – O Medo

Em verdade temos medo. Nascemos escuro. As existências são poucas: Carteiro, ditador, soldado. Nosso destino, incompleto. E fomos educados para o medo. Cheiramos flores de medo. Vestimos panos de medo. De medo, vermelhos rios vadeamos. Somos apenas uns homens e a natureza traiu-nos. Há as árvores, as fábricas, Doenças galopantes, fomes. Refugiamo-nos no amor, este…
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Rainer Maria Rilke – Morgue

Estão prontos, ali, como a esperar que um gesto só, ainda que tardio, possa reconciliar com tanto frio os corpos e um ao outro harmonizar; como se algo faltasse para o fim. Que nome no seu bolso já vazio há por achar? Alguém procura, enfim, enxugar dos seus lábios o fastio: em vão; eles só…
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Jorge Luis Borges — Pátio

Com a tarde Cansaram-se as duas ou três cores do pátio. A grande franqueza da lua cheia Já não entusiasma o seu habitual firmamento. Hoje que o céu está frisado, Dirá a crendice que morreu um anjinho. Pátio, céu canalizado. O pátio é a janela por onde Deus olha as almas. O pátio é o…
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Engenheiros do Hawaii – Novos Horizontes
Corpos em movimento O universo em expansão E o apartamento que era tão pequeno Não acaba mais “Vamos dar um tempo” Não sei quem deu a sugestão E aquele sentimento que era passageiro Não acaba mais Quero explodir as grades E voar Não tenho pra onde ir Mas não quero ficar Novos horizontes Se não…
