Tag: Augusto de Campos
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François Villon – Balada dos Enforcados

Irmãos humanos que ao redor viveis, Não nos olheis com duro coração, Pois se aos pobres de nós absolveis Também a vós Deus vos dará perdão. Aqui nos vedes presos, cinco, seis: Quanto era cara viva que comia Foi devorado e em pouco apodrecia. Ficamos, cinza e pó, os ossos, sós. Que de nossa aflição…
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Emily Dickinson – [Poetas mártires — não clamam —]
![Emily Dickinson – [Poetas mártires — não clamam —]](https://singularidadepoetica.art/wp-content/uploads/2019/06/emily-dickinson-hires-cropped.jpg)
27 Poetas mártires — não clamam — A Dor em sílabas transmudam — Falam por eles seus poemas — Quando já estejam mudos. Pintores mártires — Não falam — Com sua Obra eles almejam Que quando já não sejam mais — Alguns busquem na Arte — a Paz — Trad.: Augusto de Campos The Martyr…
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Jorge Luis Borges – O cego

I Foi despojado do diverso mundo, Dos rostos, que ainda são o que eram antes, Das ruas próximas, hoje distantes, E do côncavo azul, ontem profundo. Dos livros lhe restou só o que deixa A memória, essa fórmula do olvido Que o formato retém, não o sentido, E que apenas os títulos enfeixa. O desnível…
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Ezra Pound – Metrô

A visão destas faces dentre a turba: Pétalas num ramo úmido, escuro. Trad.: Augusto de Campos In a station of the metro The apparition of these faces in the crowd; petals on a wet, black bough.
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Rainer Maria Rilke – O Poeta

Já te despedes de mim, Hora. Teu golpe de asa é o meu açoite. Só: da boca o que faço agora? Que faço do dia, da noite? Sem paz, sem amor, sem teto, caminho pela vida afora. Tudo aquilo em que ponho afeto fica mais rico e me devora. Trad.: Augusto de Campos Der Dichter…
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Jorge Luis Borges – James Joyce (em três traduções)

Primeira tradução: Carlos Nejar e Alfredo Jacques.Revisão de trad.: Maria Carolina de Araújo e Jorge Schwartz Em um dia do homem estão os diasdo tempo, desde o inconcebíveldia inicial do tempo, em que um terrívelDeus prefixou os dias e agonias,até aquele outro em que o ubíquo riodo tempo terrenal torne a sua fonte,que é o…
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Emily Dickinson – “Senti um Féretro em meu Cérebro…”

Senti um Féretro em meu Cérebro,E Carpideiras indo e vindoA pisar — a pisar — até eu sonharMeus sentidos fugindo — E quando tudo se sentou,O Tambor de um Ofício —Bateu — bateu — até eu sentirInerte o meu Juízo E eu os ouvi — erguida a Tampa —Rangerem por minha Alma comTodo o Chumbo…
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Emily Dickinson – “Morrer por ti era pouco…”

Morrer por ti era pouco.Qualquer grego o fizera.Viver é mais difícil —É esta a minha oferta — Morrer é nada, nemMais. Porém viver importaMorte múltipla — semO Alívio de estar morta. Trad.: Augusto de Campos Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e contribua para manter a poesia viva em nosso blog Too…
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Jorge Luis Borges – Labirinto

Não haverá nunca uma porta. Já estás dentro. E o alcácer abarca o universo E não tem anverso nem reverso Não tem extremo muro nem secreto centro. Não esperes que o rigor do teu caminho Que fatalmente se bifurca em outro, Que fatalmente se bifurca em outro, Terá fim. É de ferro teu destino Como…
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Marina Tzvietáieva – Um poema em duas traduções

Tentativa de ciúme – Trad.: Augusto de Campos Como vai você com a outra? Fácil, não é? — Um golpe de remo! — E de pronto a linha da costa Se foi e você já nem se lembra De mim, ilha flutuante (No céu, por certo, não no mar)! Almas! Almas! — antes amar Como…