Tag: Augusto de Campos
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e e cummings – de “xaipe”

40 eu estou te pedindo querida é pra que mais poderia um não mas não é o que claro mas você não parece entender que eu não posso ser mais claro a guerra não é o que imaginamos mas por favor pelo amor de Oh que diabo sim é verdade que fui eu mas esse…
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Emily Dickinson – Morri pela Beleza

Morri pela Beleza – e assim que no Jazigo Meu Corpo foi fechado, Um outro Morto foi depositado Num Túmulo contíguo – “Por que morreu?” murmurou sua voz. “Pela Beleza” – retruquei – “Pois eu – pela Verdade – É o Mesmo. Nós Somos Irmãos. É uma só lei” – E assim Parentes pela Noite,…
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Rainer Maria Rilke – A nós nos cabe andar

I.22 A nós, nos cabe andar. Mas o tempo, os seus passos, são mínimos pedaços do que há de ficar. É perda pura tudo o que é pressa; só nos interessa o que sempre dura. Jovem, não há virtude na velocidade e no voo aonde for. Tudo é quietude: escuro e claridade, livro e flor.…
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Rainer Maria Rilke – O Mundo Estava no Rosto da Amada

O mundo estava no rosto da amada – e logo converteu-se em nada, em mundo fora do alcance, mundo-além. Por que não o bebi quando o encontrei no rosto amado, um mundo à mão, ali, aroma em minha boca, eu só seu rei? Ah, eu bebi. Com que sede eu bebi. Mas eu também estava…
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John Keats – Ode sobre a Indolência

I Numa certa manhã eu vi as três as figuras, Curvadas, de perfil, mãos juntas, uma a uma,Seguindo atrás da outra, mudas e seguras, Sandálias suaves, vestes alvas, pés de pluma;Como formas de mármore em alto-relevo Sobre uma urna, foram-se, ao girar a face Do vaso; mas voltando ao ângulo anterior,Mostraram-se mais uma vez como…
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John Keats – Do Endymion

O que é belo há de ser eternamente Uma alegria, e há de seguir presente. Não morre; onde quer que a vida breve Nos leve, há de nos dar um sono leve, Cheio de sonhos e de calmo alento. Assim, cabe tecer cada momento Nessa grinalda que nos entretece À terra, apesar da pouca messe…
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Lewis Carroll – Jaguadarte

Era briluz. As lesmolisas touvasRoldavam e relviam nos gramilvos.Estavam mimsicais as pintalouvas,E os momirratos davam grilvos. “Foge do Jaguadarte, o que não morre!Garra que agarra, bocarra que urra!Foge da ave Felfel, meu filho, e correDo frumioso Babassurra!” Ele arrancou sua espada vorpalE foi atrás do inimigo do Homundo.Na árvora Tamtam ele afinalParou, um dia, sonilundo.…
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Jules Laforgue – Spleen

Tudo é tédio. Manhã. Olho pela janela. No alto, risca-se o céu no giz da chuva fria. Em baixo, a rua. Sob a cerração sombria Vultos deslizam na água turva de barrela. Olho sem ver (até meu cérebro regela) Maquinalmente sobre o vidro que embacia Meu dedo faz rabiscos de caligrafia. Bah! Saiamos. Quem sabe,…
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Rainer Maria Rilke – Conclusão

A Morte é grande. Nós, sua presa, vamos sem receio. Quando rimos, indo, em meio à correnteza, chora de surpresa em nosso meio. Trad.: Augusto de Campos