Categoria: Poesia em Língua Inglesa
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Raymond Carver – Vocês não sabem o que é o amor (uma noite com Charles Bukowski)

Vocês não sabem o que é o amor disse BukowskiEu tenho 51 anos e olhem pra mimestou apaixonado por essa garotaestou louco por ela mas ela também estáentão tudo bem cara é assim que deve serEu entro no sangue delas e elas não conseguem se livrarElas tentam de tudo pra se afastar de mimmas no…
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Wilfred Owen – Futilidade

Coloquem-no à luz do sol… Em casa Seu toque gentil o acordava com a lembrança De campos ainda por plantar… O sol o acordou sempre, até na França, Até chegarem a manhã de hoje e a neve que aí está. Se alguma coisa pode acorda-lo agora, Só o velho sol saberá. Lembrem que também acorda…
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Ian Hamilton – Despertar

Sua cabeça, tão enferma, repousa junto à minha.Tão sensível. Você não consegue lembrarPor que está aqui, nem reconheceEstas mãos prestativas.Meu amor,O mundo nos encurrala. Estamos perdendo terreno. Trad.: Nelson Santander Awakening Your head, so sick, is leaning against mine,So sensible. You can’t rememberWhy you’re here, nor do you recognizeThese helping hands.My love,The world encircles us.…
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Billy Collins – As cadeiras em que ninguém se senta

Vêem-se em varandas e em relvados mesmo à beira do lago, geralmente dispostas em pares indicando que um casal se poderá sentar ali e olhar para a água ou para as grandes árvores frondosas. O problema é que nunca se vê ninguém sentado nessas cadeiras abandonadas embora a dada altura deva ter parecido um bom…
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Walter de la Mare – Os que ouviam

“Está aí alguém?”, disse o Viajante Batendo à porta de luar; A relva, chão de fetos da floresta, Pôs-se o cavalo a devorar. Sobre a cabeça do Viajante, um pássaro Voou da torre para além. E ele feriu a porta uma outra vez, Dizendo: “Está aí alguém?” Do peitoril da janela, ninguém Desceu até o…
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Ian Hamilton – Pai, Morrendo

Seus dedos, tufos de pelos de cobertor Debaixo das unhas, estendem-se para tocar As rosas ao lado da cama despetalando com o calor. Caem pétalas brancas. Aprisionadas em suas mão Elas escurecem, empapadas em suor, depois enrolam, Desidratam-se e desmoronam. Hora após hora Elas gotejam do ramo. Por fim Ele está limpo e, quando você…
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Ian Hamilton – Poema de Aniversário

Firme em suas mãos Sua caneca de barbear com a Exposição do Império. Você a conserva agora Como escarradeira, as pombas presunçosas, O 1938 dela Manchados por gotas de seu sangue. Esta noite, Meio sufocado, canceroso, Desiludido, Você bate os dentes contra sua boca dourada de porcelana E espera por um ataque. Trad.: Nelson Santander…
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Ian Hamilton – Memorial

Quatro lápides desgastadas inclinam-se contra a parede do seu hospício Vitoriano. Além dos limites, você se ajoelha na grama alta Decifrando nomes obliterados: Velhos lunáticos que aqui morreram. Trad.: Nelson Santander Ian Hamilton – Memorial Four weathered gravestones tilt against the wall Of your Victorian asylum. Out of bounds, you kneel in the long grass…
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Marianne Moore – Poesia

Eu também não gosto dela: há coisas mais importantes para além de toda esta farsa. Lendo-a, contudo, com absoluto desprezo, descobre-se nela, no fim das contas, um lugar para o autêntico. Mãos que podem agarrar, olhos que podem dilatar-se, pelos que podem eriçar- se necessário, essas coisas são importantes não porque uma grandiloquente interpretação pode…
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John Mateer – s/ título

Este poema vai ser escrito com um livro de fotografias em mente, comemorando esse retrato da jovem estudante de história de arte que se tornaria a mulher do fotógrafo, a mãe do seu filho, ela que se atiraria de uma janela do apartamento deles, e que, por ter existido, proliferaria, como tudo o que pode…