Categoria: Poema
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Paul Guest – Elegia universal

Pelo sol, que se apagará ou se esgotaráou dramaticamente implodirá em uma erafutura tão terrível quanto esta. Pelocervo com um chifre só que expirou a caminhode um santuário ao norteporque sim. Pela sequoia-túnel,arrancada em uma tempestadeoutro dia. Pela minha fantasia de infânciaem atravessa-la. Pela Califórnia.Por esta tristeza. Esta alegria. Por estebalde no chão. Pela indústriaque…
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Linda Pastan – Instruções

Você deve embalar sua dor em seus braçosaté que ela adormeça, e depois deixá-la em um quarto escuroe sair na ponta dos pés. Por um momento, você sentiráo vazio da paz. Mas no quarto ao ladosua dor já está se agitando. Em breve, estaráchamando seu nome. Trad.: Nelson Santander Mais do que uma leitura, uma…
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François Villon – Balada dos Enforcados

Irmãos humanos, imploro vossa piedade aos condenados. Que Deus vos perdoe, que a Virgem Maria nos ampare e que Jesus nos livre do Inferno. Não zombe, mas rogai por todos nós. Leia “Balada dos Enforcados”, de François Villon, na tradução de Augusto de Campos
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Ruth Stone – Mais uma vez

Ó, meus corvos,quando retornarem em abril,com suas vozes ásperas,seus corpos escuroscortando o ar puro,vocês, machos, que voltaram para casana montanha;esta sombra abaixo de vocêsno pomarsou eu,triunfante,ouvindoas pedras se chocarem rio abaixono degelo. Trad.: Nelson Santander Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e contribua para manter a poesia viva em nosso blog Once…
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Delmore Schwartz – Calmamente caminhamos neste dia de abril

“Calmamente caminhamos neste dia de abril” – Delmore Schawartz – Neste poema, o autor reflete sobre a passagem do tempo, a memória e a vida urbana. As crianças brincam enquanto o mundo ao redor pulsa e se transforma.
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Marie Howe – Prece

Todos os dias eu quero falar com você. E todo dia algo mais importantechama minha atenção – a farmácia, produtos de beleza, a mala que devo comprar para a viagem.Mesmo agora, mal consigo ficar aqui entre pilhas de papéis e roupas desabando, os caminhões de lixo lá forajá rangendo e fazendo barulho. Os místicos dizem…
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Joan Margarit – El Primer Frío

Acompanhei-te até o museu, no parque,em uma manhã de inverno. Detivemo-nosdiante daquela escultura: El primer frío.Era de mármore cinzento: um velho, nu,olha ao longe, entre as folhas mortasque o vento carrega.A arte não é diferente da vida,lembro que disseste. Mas euvia apenas um mármore frio,um tanto retórico, e pensava em garotas.Entre aquele dia e hoje,…
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Malena Mörling – Viajando

Como postes de luzainda acesosapós o amanhecer,os mortosnos encaramde fotografiasemolduradas. Você pode discordar,mas ali estão eles,ainda presentesviajandoincessantementepara trássem um somcada vez maispara o passado. Trad.: Nelson Santander N. do T.: A temática deste poema pareceu-me muito semelhante à abordada por Carlos Drummond de Andrade em seu excepcional “Convívio”, publicado anteontem no site. Ambos refletem sobre…

