Categoria: Poema
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Manuel António Pina – Extrema-unção

Um poema tocante sobre a inevitabilidade da morte e a preparação para a despedida. O autor expressa a pressa e o cansaço do protagonista, em contraste com as tarefas práticas e cerimônias que antecedem o fim. A obra convida à reflexão sobre a vida e a morte.
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Carlos Drummond de Andrade – Convívio

Cada dia que passa incorporo mais esta verdade, de que eles não vivem senão em nóse por isso vivem tão pouco: tão intervalo; tão débil.Fora de nós é o que deixaram de viver, para o que se chama tempo.E essa eternidade negativa não nos desola.Pouco e mal que eles vivam, dentro de nós, é vida…
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Ferreira Gullar – Notícia da Morte de Alberto da Silva

“Notícia da Morte de Alberto da Silva”, de Ferreira Gullar: uma visão crítica da existência.
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Nicole Sealey – histórico médico

Já estive grávida. Fiz sexo com um homemque fazia sexo com outros homens. Não consigo dormir.Minha mãe tem, e a mãe dela tinha, asma. Meu pai teve um derrame. A mãedo meu pai tem pressão alta.Meus dois avós morreram de diabetes.Eu bebo, mas não fumo. Xanax para flutuar.Propranolol para ansiedade. Meus olhos são ruins.O vento…
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Robert Penn Warren – Conta-me uma história

No Kentucky, há tempos, um menino ouve os gansos rumando para o norte. Em meio à insanidade do século, ele pede uma história sobre as grandes distâncias e a luz das estrelas… “Conta-me uma história”, de Robert Penn Warren
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Roger McGough – Camas erradas

A vida é uma ala de hospital, e as camas em que nos colocamsão aquelas em que não queremos estar.Melhoraríamos mais rápido se estivéssemos junto à janela.Ou pertos do aquecedor, seria mais suportável lá. À noite, a alma impaciente sonha com lugares distantes.O Egeu: todo mármore e luz. Onde, numa praiatão plana quanto um mapa,…
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Ángel González – O amanhã é um mar profundo que precisamos atravessar a nado

Queria ser alga, água, tudo ao teu redor, para unir meu sentimento ao rumor do mar. “O amanhã é um mar profundo que precisamos atravessar a nado”, um poema de Ángel González
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John Burnside – História

HistóriaSt Andrews: West Sands; Setembro de 2001Hoje enquanto empinávamos pipas– a areia se desfazendo em fitas ao longo da praiae o cheiro de gasolina de Leuchars1 flutuando sobreos campos de golfe; a maré alta distantecinza-codorna; pessoascorrendo, ou parando para observarenquanto os aviões de guerra decolavam e circulavamna luz matinal –hoje – com as notícias em…
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Mario Quintana – Poema da gare de Astapovo

Leão Tolstoi, aos oitenta anos, foge de casa e morre solitário em uma estação de trem. Seu último pensamento: a glória é apenas um chocalho colorido nas mãos trêmulas de um idoso. Leia “Poema da gare de Astapovo”, de Mario Quintana
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Pierre de Ronsard – Ossos, nada mais tenho

Ossos, nada mais tenho, esqueleto pareço,Sem músculos, polpa e nervo, descarnado,Da morte chega a mim o impiedoso chamado,E se ouso olhar meus braços, de medo estremeço. Apolo e o filho seu, mestres de grande apreçoNão podem me curar, por eles fui burlado;Adeus, amável Sol, tenho o olhar turvado.Meu corpo já descamba onde não há regresso.…